ALÔ, GALERA DE COWBOY!
Nem sei quando foi a última vez que eu escrevi aqui no nlog sobre as pessoas esdrúxulas que a gente vê na rua... acho que o último foi o maluco que andava de cuecas pela rua (e a história nem foi minha, foi da mãe da Gabriela)! Mas, com a sorte que eu tenho, sabia que essas 'coisas' logo voltariam a aparecer pra alegrar o meu dia! E, nesse fim de semana, minha 'profecia' se realizou. Enquanto eu andava pelas ruas de Botafogo, cheio de sacolas de supermercado, me deparei com um senhor com umas roupas tão engraçadas que até perdi as forças de tanto que eu ria.
O senhor, na casa dos 50 a 60 anos, desfilava pelas ruas com uma camisa preta de tecido acetinado BEM BRILHOSO, uma calça cáqui BEM ACIMA DA CINTURA, um cinto com uma fivela que mais parecida um escudo grego e botas marrons de bico fino. Na cabeça, o indefectível chapéu de palha com uma tira de feltro preto. Pra deixar o visual ainda mais interessante, a camisa estava com quase todos os botões abertos, deixando à mostra não apenas o peito cheio de cabelos grisalhos, mas também um ENORME CRUCIFIXO PRATEADO E DOURADO, de mais ou menos um palmo fechado de tamanho... EU NÃO MEREÇO ISSO!
Só dei um desconto pro cara porque, de repente, ele poderia estar vestido pra uma festa julina! :P
segunda-feira, julho 05, 2004
sexta-feira, julho 02, 2004
MARIA, MARIA
Esta história foi inspirada por um post de 29/02/2004 da Giovanna Cantarelli. Guardei essa 'recordação' por muito tempo por causa da série "onibusfobia" e me lembrei dela agora porque apareceu do nada na minha cabeça um monte de histórias de 'fundo religioso'... Então, vamos lá!
Minha mãe é uma pessoa muito criativa. Nos diversos feriados do Natal que passamos juntos, ela sempre tinha algo muito inventivo. Já tivemos árvores de verdade, árvoras de plásticos, árvores sem enfeites luxuosos, árvores feitas com galhos secos etc. Por muitos anos, nosso presépio também era variado: ora feito por playmobil, ora feito por bonecos de papel marchê e outras coisas malucas que brotavam da mente fértil de d. Tetê (doravante tratada neste post como "mamãe").
Certa vez, mamãe fez um presépio de chocolate. Ela comprou várias formas de chocolate no formato dos personagens, derreteu o chocolate e fez todo o presépio. Alguns eram feitos de chocolate puro, outros tinham passas e/ou amendoim e/ou flocos de arroz e/ou outras coisinhas mais que a cabeça privilegiada de mamãe pudesse inventar.
Ficou combinado que, depois do Natal, a gente poderia comer os chocolates do presépio. Quando mamãe, tal qual a Estrela de Belém, anunciou a boa-nova de que poderíamos degustar os chocolates do presépio, eu - mais esperto que os outros ursos - quis indicar quais seriam os personagens que eu queria devorar (pois eu era uma criança gorda e queria os que tinham mais chocolate) e gritei imediatamente: EU QUERO COMER MARIA!
Silêncio... comoção... GARGALHADAS! Nunca que eu ia imaginar que tal frase pudesse ter duplo sentido!! É... herege desde a mais tenra infância! Isso só acontece comigo!
Esta história foi inspirada por um post de 29/02/2004 da Giovanna Cantarelli. Guardei essa 'recordação' por muito tempo por causa da série "onibusfobia" e me lembrei dela agora porque apareceu do nada na minha cabeça um monte de histórias de 'fundo religioso'... Então, vamos lá!
Minha mãe é uma pessoa muito criativa. Nos diversos feriados do Natal que passamos juntos, ela sempre tinha algo muito inventivo. Já tivemos árvores de verdade, árvoras de plásticos, árvores sem enfeites luxuosos, árvores feitas com galhos secos etc. Por muitos anos, nosso presépio também era variado: ora feito por playmobil, ora feito por bonecos de papel marchê e outras coisas malucas que brotavam da mente fértil de d. Tetê (doravante tratada neste post como "mamãe").
Certa vez, mamãe fez um presépio de chocolate. Ela comprou várias formas de chocolate no formato dos personagens, derreteu o chocolate e fez todo o presépio. Alguns eram feitos de chocolate puro, outros tinham passas e/ou amendoim e/ou flocos de arroz e/ou outras coisinhas mais que a cabeça privilegiada de mamãe pudesse inventar.
Ficou combinado que, depois do Natal, a gente poderia comer os chocolates do presépio. Quando mamãe, tal qual a Estrela de Belém, anunciou a boa-nova de que poderíamos degustar os chocolates do presépio, eu - mais esperto que os outros ursos - quis indicar quais seriam os personagens que eu queria devorar (pois eu era uma criança gorda e queria os que tinham mais chocolate) e gritei imediatamente: EU QUERO COMER MARIA!
Silêncio... comoção... GARGALHADAS! Nunca que eu ia imaginar que tal frase pudesse ter duplo sentido!! É... herege desde a mais tenra infância! Isso só acontece comigo!
quarta-feira, junho 30, 2004
NOSSA CANÇÃO
É quase um interlúdio musical no ISAC: no post passado, música para a 'divina' W.C.; hoje cantoras internacionais de pop-farofa no "Momento Capricho":
Que popstar internacional você é?
por Pop-Testes
Tá, eu admito: EU GOSTO DA ANASTACIA. Tanto que fiquei feliz e exultante quando comprei o primeiro CD dela a R$9,90 na promoção das Lojas Americanas! E a mulher é uma batalhadora, lutou pela sua carreira e, quando estava consolidando sua imagem, ainda teve que enfrentar um câncer agressivo que quase lhe custou um seio... :P
Gostei do meu resultado, espero que vocês também gostem! Dessa vez, não tem desculpa pra não fazer o teste, é em português e super fácil. :)
E não se esqueçam: VISITEM O QUADRADO IMPERFEITO! Entrem, leiam e comentem!
É quase um interlúdio musical no ISAC: no post passado, música para a 'divina' W.C.; hoje cantoras internacionais de pop-farofa no "Momento Capricho":
Que popstar internacional você é?
por Pop-Testes
Tá, eu admito: EU GOSTO DA ANASTACIA. Tanto que fiquei feliz e exultante quando comprei o primeiro CD dela a R$9,90 na promoção das Lojas Americanas! E a mulher é uma batalhadora, lutou pela sua carreira e, quando estava consolidando sua imagem, ainda teve que enfrentar um câncer agressivo que quase lhe custou um seio... :P
Gostei do meu resultado, espero que vocês também gostem! Dessa vez, não tem desculpa pra não fazer o teste, é em português e super fácil. :)
E não se esqueçam: VISITEM O QUADRADO IMPERFEITO! Entrem, leiam e comentem!
segunda-feira, junho 28, 2004
MÚSICAS PARA WANESSA CAMARGO - ano II - parte 06
Gizele Silveira é uma figuraça. Quando criança, contraiu uma doença séria que a deixou incapacitada brevemente e com movimentos limitados. Adquiriu garra e força pra se livrar das seqüelas de seu problema espelhando-se numa outra batalhadora: Madonna. Agora, Gizele faz carreira no mundo trash-underground-baixaroca cantando as versões que faz em português das músicas da Madonna.
Pude conferir de perto o show da 'garota materialista', chamada agora de Gizele Madoninha, no último sábado, no BallRoom, acompanhado da Alê, da Patty, do Alair, do Bruno e do Rafa. Mais do que a diversão e a galhofa, eu pecebi que, SE ELA PODE, EU TAMBÉM POSSO.
Em comemoração ao mega-show-trash-compulse da Gizele, por sugestão da Lê e em homenagem à Vívian, ao Edu, ao Pivo e à Gretchen, teremos hoje uma versão da Madonna em Músicas para Wanessa Camargo:
Wanessa Camargo se achando a Madonna
CHUVA
(versão de Rain, da Madonna)
Eu sinto, está vindo...
Chuva, sinto na ponta dos dedos
Ela bate na janela
O seu amor vem como a chuva
Que lava minha tristeza e leva a minha dor
O seu amor vem como a chuva
Seus lábios queimam os meus
Me diz que sente o amor
E eu também sinto isso em mim
E, baby, tudo que eu digo
Você escuta,
Eu sei que entende, sim,
Que a chuva, quem traz, é o trovão
Pro meu coração, é como uma canção
Pareço boba, mas eu sei que não
Eu acredito no amor que vem do coração
Que eu sinto como a...
Chuva, sinto na ponta dos dedos
Ela bate na janela
O seu amor vem como a chuva
Que lava minha tristeza e leva a minha dor
O seu amor vem como a chuva
Quando você se foi
E olhou no fundo dos meu olhos
Viu minha dor?
E quando eu me virei
Você me escutou dizer
Que esperarei as nuvens escuras
Deixarem o céu azul
O fim da tempestade vai te trazer
De volta pra mim, como numa promessa
Eu vou esperar pela luz
Eu Vou esperar pelo sol
Até sentir sua
Chuva, sinto na ponta dos dedos
Ela bate na janela
O seu amor vem como a chuva
Que lava minha tristeza e leva a minha dor
O seu amor vem como a chuva
Lá vem o sol, lá vem o sol
E você vem... e não vai me deixar
A espera é a pior coisa
(É estranho, eu sinto como se te conhecesse antes)
Eu digo a mim mesma que se eu acreditar em você
(E eu quero entender você)
Eu sonho com você
(Cada vez mais e mais)
Com todo meu coração e minha alma
(Quando estou com você)
Que por pura força de vontade
(Eu me sinto como uma criança mágica)
Eu te erguerei da terra
(Tudo é estranho)
E sem nenhum ruído você vai aparecer
(Tudo é selvagem)
E se renderá à mim, ao amor
A chuva, quem traz, é o trovão
Pro meu coração, é como uma canção
Pareço boba, mas eu sei que não
Eu acredito no amor que vem do coração
Que eu sinto como a...
Chuva, eu sinto, está vindo
O seu amor vem como a chuva
Chuva, eu sinto, está vindo
O seu amor vem como a chuva
Chuva, sinto na ponta dos dedos
Ela bate na janela
O seu amor vem como a chuva
Que lava minha tristeza e leva a minha dor
O seu amor vem como a chuva
Chuva, eu sinto, está vindo
O seu amor vem como a chuva
Chuva, eu sinto, está vindo
O seu amor vem como a chuva
Chuva
Num cume de montanha eu espero
Você voltar e gritar meu nome
Chuva
Gizele Silveira é uma figuraça. Quando criança, contraiu uma doença séria que a deixou incapacitada brevemente e com movimentos limitados. Adquiriu garra e força pra se livrar das seqüelas de seu problema espelhando-se numa outra batalhadora: Madonna. Agora, Gizele faz carreira no mundo trash-underground-baixaroca cantando as versões que faz em português das músicas da Madonna.
Pude conferir de perto o show da 'garota materialista', chamada agora de Gizele Madoninha, no último sábado, no BallRoom, acompanhado da Alê, da Patty, do Alair, do Bruno e do Rafa. Mais do que a diversão e a galhofa, eu pecebi que, SE ELA PODE, EU TAMBÉM POSSO.
Em comemoração ao mega-show-trash-compulse da Gizele, por sugestão da Lê e em homenagem à Vívian, ao Edu, ao Pivo e à Gretchen, teremos hoje uma versão da Madonna em Músicas para Wanessa Camargo:
Wanessa Camargo se achando a Madonna
CHUVA
(versão de Rain, da Madonna)
Eu sinto, está vindo...
Chuva, sinto na ponta dos dedos
Ela bate na janela
O seu amor vem como a chuva
Que lava minha tristeza e leva a minha dor
O seu amor vem como a chuva
Seus lábios queimam os meus
Me diz que sente o amor
E eu também sinto isso em mim
E, baby, tudo que eu digo
Você escuta,
Eu sei que entende, sim,
Que a chuva, quem traz, é o trovão
Pro meu coração, é como uma canção
Pareço boba, mas eu sei que não
Eu acredito no amor que vem do coração
Que eu sinto como a...
Chuva, sinto na ponta dos dedos
Ela bate na janela
O seu amor vem como a chuva
Que lava minha tristeza e leva a minha dor
O seu amor vem como a chuva
Quando você se foi
E olhou no fundo dos meu olhos
Viu minha dor?
E quando eu me virei
Você me escutou dizer
Que esperarei as nuvens escuras
Deixarem o céu azul
O fim da tempestade vai te trazer
De volta pra mim, como numa promessa
Eu vou esperar pela luz
Eu Vou esperar pelo sol
Até sentir sua
Chuva, sinto na ponta dos dedos
Ela bate na janela
O seu amor vem como a chuva
Que lava minha tristeza e leva a minha dor
O seu amor vem como a chuva
Lá vem o sol, lá vem o sol
E você vem... e não vai me deixar
A espera é a pior coisa
(É estranho, eu sinto como se te conhecesse antes)
Eu digo a mim mesma que se eu acreditar em você
(E eu quero entender você)
Eu sonho com você
(Cada vez mais e mais)
Com todo meu coração e minha alma
(Quando estou com você)
Que por pura força de vontade
(Eu me sinto como uma criança mágica)
Eu te erguerei da terra
(Tudo é estranho)
E sem nenhum ruído você vai aparecer
(Tudo é selvagem)
E se renderá à mim, ao amor
A chuva, quem traz, é o trovão
Pro meu coração, é como uma canção
Pareço boba, mas eu sei que não
Eu acredito no amor que vem do coração
Que eu sinto como a...
Chuva, eu sinto, está vindo
O seu amor vem como a chuva
Chuva, eu sinto, está vindo
O seu amor vem como a chuva
Chuva, sinto na ponta dos dedos
Ela bate na janela
O seu amor vem como a chuva
Que lava minha tristeza e leva a minha dor
O seu amor vem como a chuva
Chuva, eu sinto, está vindo
O seu amor vem como a chuva
Chuva, eu sinto, está vindo
O seu amor vem como a chuva
Chuva
Num cume de montanha eu espero
Você voltar e gritar meu nome
Chuva
sexta-feira, junho 25, 2004
DURMA COM OS ANJOS
Na crista dessa onda 'religiosa' que vem e vai desse blog, dia desses eu lembrei de uma história da minha tenra infância. Essa história aconteceu há muitos anos, antes da restauração de algumas obras de arte da Matriz de Nossa Senhora da Assumpção, em Cabo Frio. Eu devia ter uns seis anos de idade.
Nessa época, havia umas lindas cadeiras de madeira bem amplas e antigas que ficavam nas laterais do altar. Quem chegasse bem cedo na missa podia ter a sorte de encontrar essas cadeiras - eram 6, no total - vazias e ocupá-las. Claro, era uma 'sensação' assistir a missa estando no altar, uma perpspectiva completamente diferente.
Então, eu assistia a missa do altar sempre que eu podia. Certa vez, fomos na missa de manhã e chegamos cedo. Obviamente, corri pro altar e me sentei numa dessas cadeiras pra assistir a missa no altar. Só que a combinação de mal ter acordado cedo com o fato do padre ser o mais chatinho não me fez muito bem e justamente na hora da homilia/sermão... EU DORMI! Dormi em pleno altar, na frente de todo mundo. Isso só acontece comigo!
Por sorte, acordei logo após o sermão, no momento em que todos tínhamos que levantar pra oração do Credo. Mas não fugi da bronca em casa. :)
Na crista dessa onda 'religiosa' que vem e vai desse blog, dia desses eu lembrei de uma história da minha tenra infância. Essa história aconteceu há muitos anos, antes da restauração de algumas obras de arte da Matriz de Nossa Senhora da Assumpção, em Cabo Frio. Eu devia ter uns seis anos de idade.
Nessa época, havia umas lindas cadeiras de madeira bem amplas e antigas que ficavam nas laterais do altar. Quem chegasse bem cedo na missa podia ter a sorte de encontrar essas cadeiras - eram 6, no total - vazias e ocupá-las. Claro, era uma 'sensação' assistir a missa estando no altar, uma perpspectiva completamente diferente.
Então, eu assistia a missa do altar sempre que eu podia. Certa vez, fomos na missa de manhã e chegamos cedo. Obviamente, corri pro altar e me sentei numa dessas cadeiras pra assistir a missa no altar. Só que a combinação de mal ter acordado cedo com o fato do padre ser o mais chatinho não me fez muito bem e justamente na hora da homilia/sermão... EU DORMI! Dormi em pleno altar, na frente de todo mundo. Isso só acontece comigo!
Por sorte, acordei logo após o sermão, no momento em que todos tínhamos que levantar pra oração do Credo. Mas não fugi da bronca em casa. :)
quarta-feira, junho 23, 2004
A ESCOLHA DE SOFIA
Gentes, o pessoal do meu trabalho está em greve há 48 horas. Ou seja, estou há dois dias sem acesso à internet. Mas prometo responder os comentários de vocês assim que eu puder.
Tou conectado (correndo) em casa, em horário comercial, só pra presentear vocês com um "Momento Capricho" que eu gentilmente roubei da Marcia, que será um bálsamo (ou tormento, dependendo dos resultados) pros fãs da série de livros e filmes 'Harry Potter':

be sorted @ nimbo.net
Espero que vocês gostem do teste (é em inglês) e me digam os resultados de vocês! Eu simplesmente AMEI meu resultado, embora eu achasse que seria escolhido para outra...
Façam o teste e também não se esqueçam de visitar o Quadrado Imperfeito!
Gentes, o pessoal do meu trabalho está em greve há 48 horas. Ou seja, estou há dois dias sem acesso à internet. Mas prometo responder os comentários de vocês assim que eu puder.
Tou conectado (correndo) em casa, em horário comercial, só pra presentear vocês com um "Momento Capricho" que eu gentilmente roubei da Marcia, que será um bálsamo (ou tormento, dependendo dos resultados) pros fãs da série de livros e filmes 'Harry Potter':
be sorted @ nimbo.net
Espero que vocês gostem do teste (é em inglês) e me digam os resultados de vocês! Eu simplesmente AMEI meu resultado, embora eu achasse que seria escolhido para outra...
Façam o teste e também não se esqueçam de visitar o Quadrado Imperfeito!
segunda-feira, junho 21, 2004
SÃO JOÃO, ACENDE A FOGUEIRA DO MEU CORAÇÃO!
Talvez essa história de hoje seja a mais antiga a ser contada no ISAC. Ou talvez seja um dos ISACs mais antigas de que tenho notícia na minha família.
Por volta do fim da década de 40 e início da de 50, minha avó ainda era solteira e estava interessada em um certo rapaz (que não era o meu avô). Daí, na noite de São João, ela resolveu fazer uma simpatia muito simples que consistia de colocar numa bacia cheia de água alguns papéis dobrados, cada qual com um nome de um possível 'candidato'. O papel que amanhacesse aberto revelaria o nome do futuro marido/namorado.
Minha avó foi dormir ansiosa na noite de São João e, no dia seguinte, olhou cheia de júbilo para a bacia e constatou que o papelzinho que estava aberto era justamente o que continha o nome da razão de seu afeto. Ficou toda feliz e pimpona e, quando foi contar o que tinha acontecido pra minha bisavó, esta caiu na gargalhada.
Indagada sobre o porque disso, minha bisa respondeu que ela já sabia que minha avó estava de olho no tal carinha e que, na noite anterior, tinha visto minha avó fazendo a simpatia. Muito marota, depois que minha avó foi dormir, minha bisa abriu os papéis UM POR UM pra ler os nomes, dobrou-os de novo e só deixou aberto o que a minha avó queria... Eu não mereço isso!
Talvez essa história de hoje seja a mais antiga a ser contada no ISAC. Ou talvez seja um dos ISACs mais antigas de que tenho notícia na minha família.
Por volta do fim da década de 40 e início da de 50, minha avó ainda era solteira e estava interessada em um certo rapaz (que não era o meu avô). Daí, na noite de São João, ela resolveu fazer uma simpatia muito simples que consistia de colocar numa bacia cheia de água alguns papéis dobrados, cada qual com um nome de um possível 'candidato'. O papel que amanhacesse aberto revelaria o nome do futuro marido/namorado.
Minha avó foi dormir ansiosa na noite de São João e, no dia seguinte, olhou cheia de júbilo para a bacia e constatou que o papelzinho que estava aberto era justamente o que continha o nome da razão de seu afeto. Ficou toda feliz e pimpona e, quando foi contar o que tinha acontecido pra minha bisavó, esta caiu na gargalhada.
Indagada sobre o porque disso, minha bisa respondeu que ela já sabia que minha avó estava de olho no tal carinha e que, na noite anterior, tinha visto minha avó fazendo a simpatia. Muito marota, depois que minha avó foi dormir, minha bisa abriu os papéis UM POR UM pra ler os nomes, dobrou-os de novo e só deixou aberto o que a minha avó queria... Eu não mereço isso!
sexta-feira, junho 18, 2004
OH, GLÓRIA!
Anteontem, 16/06, lendo o post da Cris, do Suburbia Tales, lembrei de uma história. Até deixei um comentário sobre ela lá no blog, mas resolvi que seria um ótimo post pra hoje.
Seguintes: Quando eu estava na faculdade, morava numa pensão administrada por uma matriarca convertida à IURD. Certa vez, no aniversário de Kelly Catarina (uma das netas da dona da pensão), fizeram uma festinha/reunião de oração na pensão.
Os convidados encvontravam-se reunidos, em sua maioria, na ampla cozinha da pensão, alguns se localizando no amplo pátio. Aliás, no pátio, estávamos também nós, os estudantes-moradores-não convertidos-à-IURD (ou seja, todos 'do mundo'). Nós participávamos do culto não por temor religioso, mas por respeito à D. Mariquita (a dona da pensão) e, claro, pela possibilidade de comida gratuita.
Como de costume, depois de 2 horas de oração e leitura da Palavra, rolou um comes-e-bebes básico: refrigerantes, salgadinhos e um bolo delicioso, todos quitutes elaborados pelas mãos experientes de D. Mariquita e suas noras. Claro, o rega-bofe foi regado a comentários do tipo "ô, glória, irmã... essa empadinha tá uma bença", "aleluia, essa menina tá adulta" ou um sonoro "tá amarrado em nome de Jesus" quando algo ruim era comentado.
Acabada a festa e tudo arrumado, estávamos (nós, habitantes da pensão) dormindo aconchegados quando, de repente, ouve-se um estrondoso barulho vindo da cozinha. Adivinhem o que aconteceu? O reboco do teto da cozinha não agüentou tanto amor-cristão e desabou, quebrando uma mesa, um ármário de cozinha e avariando alguns dos eletrodomésticos... Isso só acontece comigo!
Se bem que, segundo D. Mariquita, Jesus nos salvou de uma tragédia iminente na festa. Amém!
Anteontem, 16/06, lendo o post da Cris, do Suburbia Tales, lembrei de uma história. Até deixei um comentário sobre ela lá no blog, mas resolvi que seria um ótimo post pra hoje.
Seguintes: Quando eu estava na faculdade, morava numa pensão administrada por uma matriarca convertida à IURD. Certa vez, no aniversário de Kelly Catarina (uma das netas da dona da pensão), fizeram uma festinha/reunião de oração na pensão.
Os convidados encvontravam-se reunidos, em sua maioria, na ampla cozinha da pensão, alguns se localizando no amplo pátio. Aliás, no pátio, estávamos também nós, os estudantes-moradores-não convertidos-à-IURD (ou seja, todos 'do mundo'). Nós participávamos do culto não por temor religioso, mas por respeito à D. Mariquita (a dona da pensão) e, claro, pela possibilidade de comida gratuita.
Como de costume, depois de 2 horas de oração e leitura da Palavra, rolou um comes-e-bebes básico: refrigerantes, salgadinhos e um bolo delicioso, todos quitutes elaborados pelas mãos experientes de D. Mariquita e suas noras. Claro, o rega-bofe foi regado a comentários do tipo "ô, glória, irmã... essa empadinha tá uma bença", "aleluia, essa menina tá adulta" ou um sonoro "tá amarrado em nome de Jesus" quando algo ruim era comentado.
Acabada a festa e tudo arrumado, estávamos (nós, habitantes da pensão) dormindo aconchegados quando, de repente, ouve-se um estrondoso barulho vindo da cozinha. Adivinhem o que aconteceu? O reboco do teto da cozinha não agüentou tanto amor-cristão e desabou, quebrando uma mesa, um ármário de cozinha e avariando alguns dos eletrodomésticos... Isso só acontece comigo!
Se bem que, segundo D. Mariquita, Jesus nos salvou de uma tragédia iminente na festa. Amém!
quarta-feira, junho 16, 2004
MURDER ON THE DANCEFLOOR
Crime Scene Investigation (C.S.I.) é uma espécie de polícia técnica, que reúne peritos de investigação criminal. Esses peritos especificamente tem como trabalho analisar as cenas de crimes 'misteriosos' e processar todas as possíveis pistas para chegar aos culpados e motivos. Ou seja, um trabalho investigativo minucioso que demanda muita inteligência e algumas sacadas geniais.
Este tipo de trabalho gerou a série CSI, que é atualmente exibida pelo canal Sony todas as quartas-feiras às 21h (com reprise às 2h da manhã) e já gerou 2 outras séries derivadas: CSI:Miami (Sony, terça-feira, às 22h e às 3h) e CSI:Nova York (ainda vai estrear). A premissa da série é a mesma: o trabalho investigativo das cenas de crime (mudando apenas os locais e algumas circunstâncias), mas o troço é tão bem elaborado que o modo como se desenvolvem as séries chamam muito a atenção. Sim, eu estou viciado! Tão viciado que fui obrigado a mudar alguns horários de algumas atividades minhas e, claro, a série tinha que vir parar no "Momento Capricho". Roubei esse teste da Tati há alguns meses, mas tinha esquecido completamente:
Which CSI are you?
You're Greg. You're crazy and fun. There is always something going on with you.
Brought to you by Quizilla
O Greg é meu personagem preferido (pena que ele é 'secundário' e aparece tão pouco). Façam o teste e comentem!
E, como de praxe, não se esqueçam de visitar o Quadrado Imperfeito. Façam de lá a sua nova casa! Tenha o blog como uma parte inportante das suas leituras diárias e/ou semanais!
Crime Scene Investigation (C.S.I.) é uma espécie de polícia técnica, que reúne peritos de investigação criminal. Esses peritos especificamente tem como trabalho analisar as cenas de crimes 'misteriosos' e processar todas as possíveis pistas para chegar aos culpados e motivos. Ou seja, um trabalho investigativo minucioso que demanda muita inteligência e algumas sacadas geniais.
Este tipo de trabalho gerou a série CSI, que é atualmente exibida pelo canal Sony todas as quartas-feiras às 21h (com reprise às 2h da manhã) e já gerou 2 outras séries derivadas: CSI:Miami (Sony, terça-feira, às 22h e às 3h) e CSI:Nova York (ainda vai estrear). A premissa da série é a mesma: o trabalho investigativo das cenas de crime (mudando apenas os locais e algumas circunstâncias), mas o troço é tão bem elaborado que o modo como se desenvolvem as séries chamam muito a atenção. Sim, eu estou viciado! Tão viciado que fui obrigado a mudar alguns horários de algumas atividades minhas e, claro, a série tinha que vir parar no "Momento Capricho". Roubei esse teste da Tati há alguns meses, mas tinha esquecido completamente:
Which CSI are you?
You're Greg. You're crazy and fun. There is always something going on with you.
Brought to you by Quizilla
O Greg é meu personagem preferido (pena que ele é 'secundário' e aparece tão pouco). Façam o teste e comentem!
E, como de praxe, não se esqueçam de visitar o Quadrado Imperfeito. Façam de lá a sua nova casa! Tenha o blog como uma parte inportante das suas leituras diárias e/ou semanais!
segunda-feira, junho 14, 2004
PAI NOSSO
Aproveitando a onda 'religiosa' desse blog, lembrei de uma historinha interessante ocorrida no seio da minha família durante o ofício religioso.
Acredito que a maioria dos leitores conheça a oração do Pai Nosso (quem não conhecer e/ou não lembrar, me escreva). Na missa, no momento em que se reza o Pai Nosso, é recomendado que os fiéis (ou melhor, todo mundo na Igreja) devam estender os seus braços para frente, num misto de entrega a Deus e de espera pelo recebimento de algo.
Meu irmão Felippe devia ter 4 ou 5 anos quando, certa vez, na hora da oração, olhou para o altar e viu o padre com os braços estendidos para cima (abençoando o povo). Ele achou aquilo legal e passou a oração INTEIRA imitando o padre. O mico só passou depois que eu vi e cutuquei minha mãe para que ela tomasse providências.
Minha família é tão divertida! Eu não mereço isso...
Aproveitando a onda 'religiosa' desse blog, lembrei de uma historinha interessante ocorrida no seio da minha família durante o ofício religioso.
Acredito que a maioria dos leitores conheça a oração do Pai Nosso (quem não conhecer e/ou não lembrar, me escreva). Na missa, no momento em que se reza o Pai Nosso, é recomendado que os fiéis (ou melhor, todo mundo na Igreja) devam estender os seus braços para frente, num misto de entrega a Deus e de espera pelo recebimento de algo.
Meu irmão Felippe devia ter 4 ou 5 anos quando, certa vez, na hora da oração, olhou para o altar e viu o padre com os braços estendidos para cima (abençoando o povo). Ele achou aquilo legal e passou a oração INTEIRA imitando o padre. O mico só passou depois que eu vi e cutuquei minha mãe para que ela tomasse providências.
Minha família é tão divertida! Eu não mereço isso...
sexta-feira, junho 11, 2004
MALUCO BELEZA
Adoro histórias com gente maluca... além de singulares, elas podem ocorrer nos mais variados lugares: no mercado, no cinema, no shopping, na escola, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê... Mas costumam mesmo ocorrer na rua. E, o que é pior (ou, no caso desse blog, o melhor), elas podem acontecer com qualquer um.
Quem nos conta a história de hoje é a leitora Isabela:
"Olá... meu nome é Isabela e gosto muito do seu blog... tanto que decidi mandar uma mensagem a coisa no mínimo surreal que a minha mãe presenciou.....
Ela estava conversando com uma amiga em frente da minha casa... quando começou a notar que todos os carros que passavam... buzinavam e ficavam olhando... e a minha mãe lá... sem saber do que se tratava... daí ela mandou a amiga dar uma olhada para trás para ver o que era... a amiga olhou com uma cara de pavor pra ela e falou algo que minha mãe não entendeu... quando a minha mãe foi perguntar o que era... passa um homem na frente delas só de cuecas(!)... ele não estava correndo, zoando nada... andava calmamente... como se fosse a coisa mais normal do mundo alguém estar de cueca na rua...
O melhor foi quando ele virou para a minha mãe e fez aquele cumprimento de tirar o chapéu sabe? Detalhe: não havia chapéu... depois de fazer isso... continuou andando e foi embora.
Agora eu pergunto: Como assim??? Como alguém sai na rua de cueca e comprimenta as pessoas tirando chapéus que não existem????
Eu hein..."
Com certeza, é um tipo de história que a gente pára e pensa: isso só acontece comigo. Nesse caso, só com a mãe da Isabela! :)
(?) Não se esqueçam de visitar o Quadrado Imperfeito!
Adoro histórias com gente maluca... além de singulares, elas podem ocorrer nos mais variados lugares: no mercado, no cinema, no shopping, na escola, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê... Mas costumam mesmo ocorrer na rua. E, o que é pior (ou, no caso desse blog, o melhor), elas podem acontecer com qualquer um.
Quem nos conta a história de hoje é a leitora Isabela:
"Olá... meu nome é Isabela e gosto muito do seu blog... tanto que decidi mandar uma mensagem a coisa no mínimo surreal que a minha mãe presenciou.....
Ela estava conversando com uma amiga em frente da minha casa... quando começou a notar que todos os carros que passavam... buzinavam e ficavam olhando... e a minha mãe lá... sem saber do que se tratava... daí ela mandou a amiga dar uma olhada para trás para ver o que era... a amiga olhou com uma cara de pavor pra ela e falou algo que minha mãe não entendeu... quando a minha mãe foi perguntar o que era... passa um homem na frente delas só de cuecas(!)... ele não estava correndo, zoando nada... andava calmamente... como se fosse a coisa mais normal do mundo alguém estar de cueca na rua...
O melhor foi quando ele virou para a minha mãe e fez aquele cumprimento de tirar o chapéu sabe? Detalhe: não havia chapéu... depois de fazer isso... continuou andando e foi embora.
Agora eu pergunto: Como assim??? Como alguém sai na rua de cueca e comprimenta as pessoas tirando chapéus que não existem????
Eu hein..."
Com certeza, é um tipo de história que a gente pára e pensa: isso só acontece comigo. Nesse caso, só com a mãe da Isabela! :)
(?) Não se esqueçam de visitar o Quadrado Imperfeito!
quarta-feira, junho 09, 2004
BORBOLETA
"Borboleta pequenina que vem para nos saudar,
Venha ver quanta alegria, que hoje é noite de Natal!
Borboleta pequenina venha para o meu cordão,
Venha ver cantar o hino, que hoje é noite de Natal!
Eu sou uma borboleta pequenina e feiticeira,
Ando no meio das flores procurando quem me queira..."
Achei um teste idiota com um resultado bocó, mas me lembrou imediatamente dessa música do CD "Mais" da Marisa Monte e me deu vontade de postar isso tudo aqui. O "Momento Capricho" de hoje, surpreendentemente foi pego no blog do Heleno:
Que coisa meiga você é?
Quero saber dos resultados de vocês! :P
E, como sempre, façam um favor à humanidade e acessem o Quadrado Imperfeito!
"Borboleta pequenina que vem para nos saudar,
Venha ver quanta alegria, que hoje é noite de Natal!
Borboleta pequenina venha para o meu cordão,
Venha ver cantar o hino, que hoje é noite de Natal!
Eu sou uma borboleta pequenina e feiticeira,
Ando no meio das flores procurando quem me queira..."
Achei um teste idiota com um resultado bocó, mas me lembrou imediatamente dessa música do CD "Mais" da Marisa Monte e me deu vontade de postar isso tudo aqui. O "Momento Capricho" de hoje, surpreendentemente foi pego no blog do Heleno:
Que coisa meiga você é?
Quero saber dos resultados de vocês! :P
E, como sempre, façam um favor à humanidade e acessem o Quadrado Imperfeito!
segunda-feira, junho 07, 2004
ÁGUA SANTA
E a missa de domingo voltou a me proporcionar boas histórias pra esse blog. Dessa vez, não foi algo que me aconteceu ontem, mas sim uma lembrança que voltou à minha mente na saída da Igreja.
Quando eu era bem criança, com cerca de 7 anos, eu ainda morava na casa onde hoje mora o meu pai. Naquela época, a minha mãe mantinha na estante de vidro do banheiro uma garrafinha de água benta. A garrafa era de um plástico translúcido esbranquiçado e tinha o formato de uma imagem de Nossa Senhora. A tampa da garrafa era uma coroa de metal dourado.
Numa das vezes em que eu fui liberar o 'número 2', sem revistinhas à mão pra ler, comecei a 'me distrair' com as coisas do banheiro (escovas, maquiagem, gel de barba) e me deparei com a garrafinha. Me ocoreu a dúvida: será que água benta tem o mesmo gosto que água normal?
Sem pensar muito, BEBI TODA A ÁGUA DA GARRAFINHA! Depois é que me dei conta da merda (literalmente ou não) que eu tinha feito. Mais que depressa, enchi a garrafinha com água da pia e nunca contei pra minha mãe. Aliás, até hoje conto a impunidade desse ato: minha mãe não lê esse blog... eu não mereço isso!
Ah, antes que eu me esqueça: água benta TEM o mesmo gosto da água normal.
E a missa de domingo voltou a me proporcionar boas histórias pra esse blog. Dessa vez, não foi algo que me aconteceu ontem, mas sim uma lembrança que voltou à minha mente na saída da Igreja.
Quando eu era bem criança, com cerca de 7 anos, eu ainda morava na casa onde hoje mora o meu pai. Naquela época, a minha mãe mantinha na estante de vidro do banheiro uma garrafinha de água benta. A garrafa era de um plástico translúcido esbranquiçado e tinha o formato de uma imagem de Nossa Senhora. A tampa da garrafa era uma coroa de metal dourado.
Numa das vezes em que eu fui liberar o 'número 2', sem revistinhas à mão pra ler, comecei a 'me distrair' com as coisas do banheiro (escovas, maquiagem, gel de barba) e me deparei com a garrafinha. Me ocoreu a dúvida: será que água benta tem o mesmo gosto que água normal?
Sem pensar muito, BEBI TODA A ÁGUA DA GARRAFINHA! Depois é que me dei conta da merda (literalmente ou não) que eu tinha feito. Mais que depressa, enchi a garrafinha com água da pia e nunca contei pra minha mãe. Aliás, até hoje conto a impunidade desse ato: minha mãe não lê esse blog... eu não mereço isso!
Ah, antes que eu me esqueça: água benta TEM o mesmo gosto da água normal.
sexta-feira, junho 04, 2004
CARNIVALE
Daí que vou fazer jus ao meu título de 'ladrão de posts' e colocar aqui um texto queo Matheus, da banda SP4, me enviou. Este texto pode ser encontrado no blog da banda, mas também vale a pena dar uma passada no site (no site você encontra o blog), pra conhecer um pouco do trabalho deles.
Vamos ao texto, que é longo, mas vale a pena, e que fez o Matheus pensar 'isso só acontece comigo':
BF
Pra quem não sabe o que BF quer dizer, lá vai: Barca Furada. Ou também "roubada", "programa de índio" e tantos outro nomes. Foi uma dessas que encaramos ontem... Segue um breve resumo:
O evento
Sabe aquele festival de Altinópolis, umas duas semanas atrás? Pois é, a Prefeitura de Serrana cedeu um busão pra irmos pra lá, junto com outra banda que concorreria no mesmo dia, pra podermos levar torcida, coisa e tal. Acontece que em troca (em política sempre tem troca...) deveríamos tocar nesse tal evento que aconteceu ontem. São vários eventos que estão ocorrendo durante o mês - que é de aniversário da cidade - e este era o último da "série". Detalhe importante: O evento seria em um ginásio de esportes. Sim, uma quadra coberta onde o eco impera sobre todas as forças e leis da física.
A BF
Estava marcado para tocarmos 16:00 hs. Disseram para, se possível, chegarmos antes pra já deixarmos tudo no jeito. Fomos pra lá 15:40, pra ver o que tinha de equipamento e o que precisaríamos levar. Como nosso local de ensaio é perto, ficava fácil ir buscar o que precisasse.
Chegando lá encontramos, sem muita supresa, a coisa um pouco pior do que esperávamos. O palco ainda não estava completamente montado (ia começar as 16!!). O som, médio tipo aqueles carros que vendem pamonha na rua, saca? "Olha a pamonha... pamonha de piracicaba...". Equipamento de palco?? Que isso? Nada além de uns microfones. Tivemos que levar tudo! Batera, amplis... quase tivemos (e teria sido bom) que levar retorno.
A hora de tocar
Ninguém até então sabia a ordem e horário previsto para as apresentações. Tudo o que alguém soube nos dizer é que haveriam alguns grupos de dança antes. Quando eu ouvi isso, já pensei: "Pronto... fudeu!". E realmente, o que veio à seguir foi uma sequência de coisas irritantes que tirariam o mais calmo dos mortais do sério:
Primeiro que tive que pegar uns CDs no carro e os guardinhas tinham fechado o portão dos fundos do ginásio, que foi por onde entramos. Fizeram a maior cara de * pra abrir, avisei que ia só pegar umas coisas no carro e já voltava, e assim que passei, "tum"! Fecharam a #$%*&@! do portão. Voltei, bati, bati, dei umas porradas no portão, e nada. Tive que dar a volta pra entrar pelo portão da frente. Puto de tal forma que se eu encontrasse esses guardinhas na minha frente ia falar tanta merda que acho que ia preso. O nível de "putice" já tava aumentando...
Era umas 16:30 e fomos começar a passar o som. Bem aos poucos, porque o apresentador ficava falando de tempos em tempos coisas como "já já vcs verão apresentações disso, e daquilo..." e todas aquelas embromações que todo mundo conhece. Isso porque ainda tivemos que esperar o pessoal da outra banda chegar com o resto do equipamento. Mas isso não foi nada... Com muito custo, conseguimos regular o som. O Porva (nosso técnico de som) deu um trato na batera que até ficou legal, visto que o som no lugar tava tosco. Eis que chega um cidadão (técnico do cara do som, que tbm tem uma banda) e fuça em tudo. Nível de "putice" aumentou mais um pouco...
De repente avisam: "Já vamos dar início às apresentações... vamos apresentar uns grupos de dança antes, coisa rápida, aí vcs já entram". Pela segunda vez pensei: "Pronto... fudeu!". Nisso era umas 17:00. Por volta de 18:20 disseram pra gente subir no palco porque estava terminando o grupo e a gente já ia entrar. Subimos, à postos... vem um doido quase gritando: "Segura aí, segura aí...". Esqueceram do grupo que ia fazer uma apresentação de Kung Fu e disseram pra gente esperar mais 5 minutinhos. Começamos a cogitar a possibilidade de ir embora ou pintar a cara e colocar uma bolinha vermelha no nariz... Tava marcado pras 16:00...
Como se isso não bastasse, pouco antes do término do grupo de Kung-Fu (umas 18:45, porque a gente tava apressando pra acabar logo) o técnico de som deles aumenta os retornos do palco absurdamente. A princípio pensei que ele estivesse testando os retornos pra gente começar... depois pensei que ele tava tendo um surto, devido ao volume absurdo (não dava pra ficar no palco). Foi quando ele, com cara de desesperado diz que as caixas de grave pararam de funcionar. Pensei comigo... "não... não é possível... é hoje...". Ir embora começava a tornar-se uma possibilidade muito forte...
Pra fechar com chave de ouro, quando finalmente subimos pra tocar (19:00), um dos pedais da minha pedaleira pára de funcionar. "Pedaleira" pra quem não conhece é aquele aparelho que fica no chão e que os guitarristas ficam pisando como se estivesse tendo um ataque epilético, e serve pra mudar o som da guitarra. E justamente o pedal que eu mais uso. Não sabia nem mais o que pensar...
só sei que em algum momento consegui pensar que aquilo não podia estar acontecendo. Era muita caca em um dia só. Detalhe que esqueci é que quando subi no palco e olhei minha pedaleira tinha uma gota de algo branco que, quando fui ver, parecia tinta. Sim, tinta. Dá pra crer? De onde veio? Só Deus sabe... Pra ajudar, o som da minha guitarra tava uma m&!%@. Pensei que pudesse ser
problema com o cabo, mas não tinha pique, vontade, ânimo, razão e nem forças pra querer ver se era isso mesmo. E de repente, do nada, aquele pedal que tinha parado de funcionar volta à vida. Até agora fico sem saber se foi mau contato ou zica mesmo. Ou, como dizíamos... "sai saci, sai...".
No final...
Acabamos de tocar com a vontade imensa de mandar todo mundo da organização pr'aquele lugar. Mas em respeito às pessoas que estavam lá vendo a gente e apesar do som podre estavam curtindo, achamos melhor nem falar nada. Pro povo da (des)organização, nem tchau.
Mas, como tudo tem dois lados, conseguimos tirar uma boa lição disso tudo: da próxima vez que formos pra um festival, vamos de carro!
Daí que vou fazer jus ao meu título de 'ladrão de posts' e colocar aqui um texto queo Matheus, da banda SP4, me enviou. Este texto pode ser encontrado no blog da banda, mas também vale a pena dar uma passada no site (no site você encontra o blog), pra conhecer um pouco do trabalho deles.
Vamos ao texto, que é longo, mas vale a pena, e que fez o Matheus pensar 'isso só acontece comigo':
BF
Pra quem não sabe o que BF quer dizer, lá vai: Barca Furada. Ou também "roubada", "programa de índio" e tantos outro nomes. Foi uma dessas que encaramos ontem... Segue um breve resumo:
O evento
Sabe aquele festival de Altinópolis, umas duas semanas atrás? Pois é, a Prefeitura de Serrana cedeu um busão pra irmos pra lá, junto com outra banda que concorreria no mesmo dia, pra podermos levar torcida, coisa e tal. Acontece que em troca (em política sempre tem troca...) deveríamos tocar nesse tal evento que aconteceu ontem. São vários eventos que estão ocorrendo durante o mês - que é de aniversário da cidade - e este era o último da "série". Detalhe importante: O evento seria em um ginásio de esportes. Sim, uma quadra coberta onde o eco impera sobre todas as forças e leis da física.
A BF
Estava marcado para tocarmos 16:00 hs. Disseram para, se possível, chegarmos antes pra já deixarmos tudo no jeito. Fomos pra lá 15:40, pra ver o que tinha de equipamento e o que precisaríamos levar. Como nosso local de ensaio é perto, ficava fácil ir buscar o que precisasse.
Chegando lá encontramos, sem muita supresa, a coisa um pouco pior do que esperávamos. O palco ainda não estava completamente montado (ia começar as 16!!). O som, médio tipo aqueles carros que vendem pamonha na rua, saca? "Olha a pamonha... pamonha de piracicaba...". Equipamento de palco?? Que isso? Nada além de uns microfones. Tivemos que levar tudo! Batera, amplis... quase tivemos (e teria sido bom) que levar retorno.
A hora de tocar
Ninguém até então sabia a ordem e horário previsto para as apresentações. Tudo o que alguém soube nos dizer é que haveriam alguns grupos de dança antes. Quando eu ouvi isso, já pensei: "Pronto... fudeu!". E realmente, o que veio à seguir foi uma sequência de coisas irritantes que tirariam o mais calmo dos mortais do sério:
Primeiro que tive que pegar uns CDs no carro e os guardinhas tinham fechado o portão dos fundos do ginásio, que foi por onde entramos. Fizeram a maior cara de * pra abrir, avisei que ia só pegar umas coisas no carro e já voltava, e assim que passei, "tum"! Fecharam a #$%*&@! do portão. Voltei, bati, bati, dei umas porradas no portão, e nada. Tive que dar a volta pra entrar pelo portão da frente. Puto de tal forma que se eu encontrasse esses guardinhas na minha frente ia falar tanta merda que acho que ia preso. O nível de "putice" já tava aumentando...
Era umas 16:30 e fomos começar a passar o som. Bem aos poucos, porque o apresentador ficava falando de tempos em tempos coisas como "já já vcs verão apresentações disso, e daquilo..." e todas aquelas embromações que todo mundo conhece. Isso porque ainda tivemos que esperar o pessoal da outra banda chegar com o resto do equipamento. Mas isso não foi nada... Com muito custo, conseguimos regular o som. O Porva (nosso técnico de som) deu um trato na batera que até ficou legal, visto que o som no lugar tava tosco. Eis que chega um cidadão (técnico do cara do som, que tbm tem uma banda) e fuça em tudo. Nível de "putice" aumentou mais um pouco...
De repente avisam: "Já vamos dar início às apresentações... vamos apresentar uns grupos de dança antes, coisa rápida, aí vcs já entram". Pela segunda vez pensei: "Pronto... fudeu!". Nisso era umas 17:00. Por volta de 18:20 disseram pra gente subir no palco porque estava terminando o grupo e a gente já ia entrar. Subimos, à postos... vem um doido quase gritando: "Segura aí, segura aí...". Esqueceram do grupo que ia fazer uma apresentação de Kung Fu e disseram pra gente esperar mais 5 minutinhos. Começamos a cogitar a possibilidade de ir embora ou pintar a cara e colocar uma bolinha vermelha no nariz... Tava marcado pras 16:00...
Como se isso não bastasse, pouco antes do término do grupo de Kung-Fu (umas 18:45, porque a gente tava apressando pra acabar logo) o técnico de som deles aumenta os retornos do palco absurdamente. A princípio pensei que ele estivesse testando os retornos pra gente começar... depois pensei que ele tava tendo um surto, devido ao volume absurdo (não dava pra ficar no palco). Foi quando ele, com cara de desesperado diz que as caixas de grave pararam de funcionar. Pensei comigo... "não... não é possível... é hoje...". Ir embora começava a tornar-se uma possibilidade muito forte...
Pra fechar com chave de ouro, quando finalmente subimos pra tocar (19:00), um dos pedais da minha pedaleira pára de funcionar. "Pedaleira" pra quem não conhece é aquele aparelho que fica no chão e que os guitarristas ficam pisando como se estivesse tendo um ataque epilético, e serve pra mudar o som da guitarra. E justamente o pedal que eu mais uso. Não sabia nem mais o que pensar...
só sei que em algum momento consegui pensar que aquilo não podia estar acontecendo. Era muita caca em um dia só. Detalhe que esqueci é que quando subi no palco e olhei minha pedaleira tinha uma gota de algo branco que, quando fui ver, parecia tinta. Sim, tinta. Dá pra crer? De onde veio? Só Deus sabe... Pra ajudar, o som da minha guitarra tava uma m&!%@. Pensei que pudesse ser
problema com o cabo, mas não tinha pique, vontade, ânimo, razão e nem forças pra querer ver se era isso mesmo. E de repente, do nada, aquele pedal que tinha parado de funcionar volta à vida. Até agora fico sem saber se foi mau contato ou zica mesmo. Ou, como dizíamos... "sai saci, sai...".
No final...
Acabamos de tocar com a vontade imensa de mandar todo mundo da organização pr'aquele lugar. Mas em respeito às pessoas que estavam lá vendo a gente e apesar do som podre estavam curtindo, achamos melhor nem falar nada. Pro povo da (des)organização, nem tchau.
Mas, como tudo tem dois lados, conseguimos tirar uma boa lição disso tudo: da próxima vez que formos pra um festival, vamos de carro!
quarta-feira, junho 02, 2004
TODA BÍBLIA É COMUNICAÇÃO
Ando numa fase de grande religiosidade. Além de ir à missa todo domingo, este último foi particularmente tocante. Tenho, inclusive, lido mais a Bíblia e pensado mais sobre essas coisas 'etéreas' (mas não vou ficar falando sobre isso nesse espaço).
Além disso, estou lendo um livro chamado "A Profetisa" (de Barbara Wood, Ed. Record, 1996, 460 páginas), que trata de uma trama de conspiração em busca de uns pergaminhos sagrados, supostamente cristãos, disputados por várias entidades e pessoas influentes, encontrados por uma arqueóloga (que tenta provar que as mulheres tinham o mesmo papel que os homens no início da igreja cristã) ajudada por um padre-gostosão. Uau!
Com base nisso, o "Momento Capricho" de hoje está um tanto 'místico':
Which book of the Bible are you?
brought to you by Quizilla
Peguem seus dicionários e façam o teste SEM PREGUIÇA (que é um dos pecados capitais)!
E não se esqueçam de visitar o Quadrado Imperfeito, sempre com um bom texto pra vocês!
Ando numa fase de grande religiosidade. Além de ir à missa todo domingo, este último foi particularmente tocante. Tenho, inclusive, lido mais a Bíblia e pensado mais sobre essas coisas 'etéreas' (mas não vou ficar falando sobre isso nesse espaço).
Além disso, estou lendo um livro chamado "A Profetisa" (de Barbara Wood, Ed. Record, 1996, 460 páginas), que trata de uma trama de conspiração em busca de uns pergaminhos sagrados, supostamente cristãos, disputados por várias entidades e pessoas influentes, encontrados por uma arqueóloga (que tenta provar que as mulheres tinham o mesmo papel que os homens no início da igreja cristã) ajudada por um padre-gostosão. Uau!
Com base nisso, o "Momento Capricho" de hoje está um tanto 'místico':
Which book of the Bible are you?
brought to you by Quizilla
Peguem seus dicionários e façam o teste SEM PREGUIÇA (que é um dos pecados capitais)!
E não se esqueçam de visitar o Quadrado Imperfeito, sempre com um bom texto pra vocês!