- Andreh, olhando para aquela menina eu lembrei da "Mussegão".
- De quem?
- Uma menina de língua presa que andava com a gente há anos atrás. Um dia passou um morcego e ela gritou "ai meu deus, um mussego!".
- "Mussego"?
- Pois é... A gente até tentou corrigir...
- Não, minha filha. É MOR-CE-GO. Fala.
- Foi o que eu disse. Mussego!
- Não! É MOR-CE-GO!
- Então! Mussego!
- ... mas foi inútil. Depois disso a gente só chamou ela de Mussegão. Mas fazem uns seis anos que não a vejo.
A menina, ao ouvir a história, resolveu se manifestar:
- Rafael?! Lembra de mim? Sou eu!
Pois é. Era exatamente ela, a Mussegão. Agora eu pergunto: qual a probabilidade de você dar um apelido pejorativo para uma pessoa, nunca mais a ver e, SEIS ANOS DEPOIS, quando for contar essa história num lugar obscuro do subúrbio carioca, essa pessoa estar EXATAMENTE atrás de você e ouvir você contando?
Isso sim só acontece comigo.
..:: especialmente postado por Rafael num crossover com ISAC