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quarta-feira, julho 09, 2008

A HERDEIRA





Daí que meu pai tava dodói, né?
No dia que ele ia sair da internação, ser liberado semi-são e salvo pra casa - o que garantiria um término do meu martítio hospitalar - ele resolveu ter um piriqpaque bravo e foi posto no C.T.I., pra monitoramento e avaliação. E nesse ia permanecer uns dois dias. Isso só acontece comigo - e na minha família, obviamente!

Minha madrasta, é claro, estava toda preocupada, correndo pra cima e pra baixo em busca de informações. Foi autorizada a ir ao C.T.I., para saber o que estava acontecendo, ver papai, essas coisas. Nervosa, ela chega na sala da recepção. Lá, várias pessoas aguardam notícias do C.T.I., ansiosas.

Uma senhora chega perto da minha madrasta:

Velha: - Oi! Cê tá com parente no C.T.I.?
(Madrasta pensando: - Meu crachá tá escrito C.T.I. grande? Ah, que pena... achei que era pra fila do pão...)
Madrasta: - Sim... meu marido!
Velha: - Ah, minha filha! Já pega logo a herança e pensão dele! Pega logo, antes que a outra pegue!!
(Madrasta pensando: - Velha fiadumapulta! Vai agourar o diabo que te carregue! Não fode!)
Madrasta: - Herança? Vai me dexiar 5 filhos e 3 cachorros. Quer dividir?

Pois é, o mundo é cheio de gente sem a mínima noção...
(Detalhe: dos 5 filhos, somente um é dela... )

domingo, novembro 25, 2007

PIRA





Em minha visita a Floripa, não só revi minha querida amiga Piggy - lá, ela é Chris! - como conheci várias pessoas super-legais e divertidas, do círculo de amizade e convívio da minha amiga!

Uma dessas pessoas é a Patrícia, uma fofa de marca maior! Inteligente e simpática, Patrícia com o namorado, o Michael, e com um gato, chamado Piragibe.

O gato, por conta do nome grande e do carinho dos donos, tem vários apelidos, tais como Pira ou Pirinha. Mas o Michael, muito sacana, apelidou o bichano de... PIROCA!

A Patrícia achou o apelido tão criativo que só chamava o felino de Piroca, o tempo todo... O engraçado é que ela chegava, da entrada do prédio, e ficava gritando bem alto: PIROOOOOOOOOOOOOOCA! Ô, PIROOOOOOOOOOOCA!

Só depois de muito tempo é que o Michael viu/ouviu esse hábito da Patrícia e a repreendeu... E FOI NESSE DIA QUE A PATRÍCIA DESCOBRIU O QUE SIGNIFICAVA A PALAVRA 'PIROCA'. Afinal, uma moça de família nem imaginava que esse apelidinho fofo fosse algo de significado tão, digamos, fálico!

Aposto que a pobre Patrícia ficou pensando: "isso só acontece comigo"!

quinta-feira, novembro 22, 2007

TEMPO TEMPO TEMPO MANO VELHO





Daí que eu resolvi viajar no feriadão pra Florianópolis.
Foi, na verdade, uma conjunção de vários fatores: a passagem aérea estva relativamente barata, comprada com antecedência numa promoção, aliada a uma necessidade de visitar uma amiga que amo demais e que eu não via há 3 anos e, por fim, minha vontade de conhecer o sul do país.

O mais legal de tudo é que a besta aqui se programa, com quase 3 meses de antecedência, pra ir a um BALNEÁRIO e simplesmente esquece de levar SUNGA e CHINELO!!

Minha primeira providência, ao chegar em Floripa, foi passear pelo comércio local em busca desses itens indispensáveis pra uma vida de 5 dias num balneário. Depois de muita pesquisa, centenas de metros percorridos, finalmente achei uma belíssima sunga vermelha e um par de havaianas bonitas e modernas por um preço razoável.

Eu já me encontrava devidamente preparado pra encarar uma boa praia em Floripa... SÓ QUE CHOVEU O TEMPO INTEIRO! Por todo o feriadão, emendado com o fim de semana, o tempo ficou nublado e/ou chuvoso e o sol só foi aparecer no meu penúltimo dia por lá! Isso só acontece comigo!

quarta-feira, outubro 17, 2007

COMEMORAÇÕES





Eu não lembro de ter contado essa história, mas adoro me lamentar sobre ela...
É que, na minha época de Ensino Médio, eu fui a única pessoa que não teve festa de aniversário surpresa organizada pela turma (exceto, é claro, o povo que fazia aniversário nas férias.

Meu aniversário sempre cai perto do feriado nacional de N. Sra. de Aparecida, padroeira do Brasil. Por conta desse feriado, a nossa escola sempre organizava uma feira de ciências e a minha turma, um bando de nerds ávidos por notas altas, sempre participava das feiras, com projetos mirabolantes. Daí, todo mundo ficava tão ocupado com a feira que não dava tempo de organizar nada e acabávamos todos, no dia do meu aniversário, parando em algum trailer ou boteco. E eu não bebo!

Daí que, no último ano, as coisas iam ser diferentes! Estávamos com menos matérias e uma carga de estudos menor, quase todo mundo já tinha feito o estágio curricular obrigatório, tínhamos mais tempo livre. Assim, combinamos de adiantar bastante o projeto da feira e, na época da apresentação, estarmos bem livres, pra podermos fazer uma festinha no meu aniversário.

Eu estava animado, sabem?
Era meu último ano, eu amava aquela galera, sobretudo porque eles me aceitavam e me amavam, mesmo eu sendo estranho, gordinho, sem sobrancelha, de temperamento artístico e não gostando de Legião Urbana - praticamente um pária social! E nos nossos 4 anos juntos, eu tinha ralado pra organizar as festas de quase todo mundo, sem ter nenhuma pra mim!

A feira de ciências havia começado, acho que no dia 9/10. Havíamos combinado de fazer a festinha no dia 11/10, uma sexta-feira. Seria algo simples: sairíamos mais cedo da feira, compraríamos um bolo confeitado na padaria, alguns pães pra fazer torradas, material pra fazer umas pastinhas e muito refrigerante! Eu tava na expectativa, nem dormi direito no dia 10/10 (que eu comemorei muito en passant com o pessoal que morava comigo - e a dona da pensão, com seus vários filhos e netos e cachorros).

E eis que chegou a sexta-feira!
Levantei feliz, alegre e sorridente!
Tomei um banho revigorante e fui pra escola saltitante.
Lá chegando, veio a bomba: Renato Russo, vocalista da Legião Urbana, havia falecido. Todos ficaram tristes, com sua morte, inclusive eu. Não que eu gostasse de Legião Urbana ou do Renato Russo propriamente. Pelo contrário, eu detestava!

O que me abateu foi o seguinte: TODO MUNDO FICOU TÃO MAL E TÃO DEPRIMIDO COM A MORTE DO RENATO RUSSO QUE CANCELARAM A MINHA FESTA! Isso só acontece comigo: ser privado de uma comemoração porque um ídolo nacional morreu...

quarta-feira, agosto 22, 2007

TUDO PARA FICAR COM ELE... O ESTÁGIO!
parte 02






E o ônibus não chegava nunca em seu destino!
Muito menos no MEU destino!

Mas, enfim, depois de mais de uma hora dentro do ônibus, o coletivo parou no ponto que nos indicaram... esse tal ponto ERA DO LADO DA ESTAÇÃO DE TRENS, o que teria encurtado nossa viagem para apenas 20 minutos!

Pensam que o sofrimento acabou? Claro que não! O ponto - e, conseqüentemente, a estação de trens - era próximo da FAETEC, sim. Mas era preciso transpor DUAS LADEIRAS ÍNGREMES PARA CHEGAR LÁ.

E fomos nós, eu e Rejane, debaixo de chuva, espremidos embaixo de UM guarda-chuva, pulando poças e poças de lama, pisando no chão de terra batida. Vencemos a primeira subida e lutamos pra não escorregar na primeira descida.

A segunda ladeira era menor, mas bem mais íngreme. E lá fomos nós novamente, eu e Rejane, debaixo de chuva, espremidos embaixo de UM guarda-chuva, pulando poças e poças de lama, pisando no chão de terra batida, ao som de um estimulante funk que tocava numa barraquinha de lanches no fim da ladeira.

Meus olhos famintos cobiçaram profundamente aquelas coxinhas xexelentas, aqueles pastéis murchos, aquelas empadinhas rançosas... tudo parecia apetitoso demais, devido ao meu prolongado jejum. Mas a pressa era grande e rumamos logo pra FAETEC.

Depois daquela burocracia básica de mostrar identificação, pegar crachá e pedir informações, entramos na FAETEC de Quintino. O lugar assustava um pouco, meio que parecia um presídio ou prédio de instituição correcional. Talvez isso tenha contribuído pra gente achar o clima pesado. Mas pode ter sido a minha fome com meu mau-humor e o dia estar chuvoso... Inclusive, depois disso, descobrimos que o prédio dessa unidade da FAETEC tinha sido, em tempos remotos, um prédio da FUNABEM.

Rodamos por váááááários minutos sem fim dentro da FAETEC, até finalmente acharmos a tal Coordenadoria de Estágios, que ficava no prédio da Direção. E, lá, tivemos que ficar esperando ser atendidos. Na sala de espera, tínhamos que lidar com as recepcionistas, muito cafoninhas. Uma delas chamou muito a minha atenção, não só por ser alta, loira, de longos cabelos crespos e profunods olhos azuis, mas sobretudo por suas sobrancelhas... ELAS NÃO EXISTIAM E TINHAM SIDO DESENHADAS COM LÁPIS DE OLHO! E, o pior: elas não seguiam o suave desenho das órbitas da garota, MAS ERAM UM RISCO RETO E GROSSO EM CIMA DOS OLHOS, COM UM SEGUNDO RISCO QUASE PERPENDICULAR E MENOR AO FINAL DELAS! Digno de filme de terror!

Enfim, dentro da Coordenação de Estágios, conversamos com uma das coordenadoras, ela avaliou nossos casos. Pra Rejane, ela foi enfática: não tinha vaga pra ela! Pra mim, as opções eram deliciosas: escolas distantes, de acesso remoto, com possível dominação de traficantes. Definitivamente, isso só acontece comigo! Eu ficava me imaginando numa dessas escolas, a noite, tendo que lecionar sociologia pra pessoas que não sabem o que é viver realmente a cidadania... fiquei arrasado! Mas, por fim, selecionei uma das menos piores e peguei a carta de recomendação. Na verdade, tudo o que eu queria era sair correndo de lá!

domingo, agosto 19, 2007

TUDO PARA FICAR COM ELE... O ESTÁGIO!
parte 1




Como meus queridos leitores sabem (ou deveriam saber), eu voltei a estudar. E o curso é uma espécie de licenciatura. Assim sendo, abarca uma exigência terrível: ESTÁGIO DE DOCÊNCIA. Sim, fofuras, eu tenho que estagiar ministrando aulas! De Sociologia! E nem é pouco tempo, não: são 340 horas/aula!

Vocês, como bons brasileiros que são e bons estudantes que foram (ou ainda são), devem saber que a Sociologia, dentro dessa sociedade capitalista selvagem regida pelo paradigma cartesiano, é uma disciplina considerada de pouca utilidade. Somente há alguns anos é que se tornou disciplina obrigatória das grades escolares, mesmo assim dividindo sua importância com a Filosofia. Com isso, não são muitas as escolas que têm em sua grade aulas de Sociologia. E, então, não é fácil achar um estágio nessa área. Porque, se não fosse assim, tudo seria belo e fácil, minha vida ia ser uma delícia e esse blog não existiria.

Daí que, em maio, uma moça muito simpática da FAETEC foi nos visitar em uma de nossas aulas para nos falar sobre oportunidades de estágio na rede pública de escolas de ensino médio e profissionalizante. Yay! Ficamos todos de butuca ligada, esperando começar as inscrições para o tal estágio, na FAETEC ou em qualquer outra escola.

Enfim, depois de mais de um mês de espera, começou o período de inscrição - e o princípio do meu martírio.

Reuni a papelada necessária e, no último dia, resolvi encarar o desafio de ir me inscrever na FAETEC, junto com Rejane Reis, minha companheira de classe (ou melhor, de TURMA, porque CLASSE nenhum de nós tem). Já começou mal porque a inscrição era na unidade da FAETEC em Quintino (zona norte do Rio, longe bagarái).

Como eu não sabia nem como chegava lá, fiquei dependendo de ir junto com a Rejane, o que me obrigou a pegar uma condução a mais: 30 minutos de metrô para a Tijuca (zona norte do Rio, que acha que é zona sul chique).

Saí do trabalho no horário do almoço, já com a intuição de que não iria voltar. Pra não atrasar muito a Rejane, resolvi não almoçar, deixando pra comer alguma coisa quando chegássemos na FAETEC de Quintino. Afinal, na minha cabeça inocente, eu levaria no máximo 1 hora pra chegar lá. Ledo engano, Leda Nagle.

Chegando na Tijuca, encontrei não só a Rejane, mas também uma chuvarada maldita. E eu sem guarda-chuva! Legal! Nos esprememos debaixo da sombrinha (inha! inha! ê! ê ê!) da Rejane e ficamos 20 minutos esperando o ônibus aparecer.

Entramos correndo no ônibus e levei séculos até conseguir tirar todas as moedas do meu bolso pra pagar a passagem. Conseguir sentar não foi uma tarefa fácil, mesmo com o ônibus quase vazio: a maioria dos lugares estava molhada de água da chuva, porque as pessoas desse país não têm noção de como se fecha a porra de uma janela de ônibus, sobretudo em dias de chuva.
No ônibus, conversávamos animadamente, porque a Rejane é uma pessoa engraçada, divertida mesmo. E nessa de papo-vai-e-papo-vem, a chuva ficou cada vez mais forte e, num dado momento, o ônibus deu uma freada brusca.

Resultado: toda a água que estava concentrada da pequena calha acima da janela resolveu escorrer com força. E, é claro, ela tinha que escorrer com fúria e força para dentro do ônibus, justamente pela pequena fresta de janela aberta AO MEU LADO! Isso só acontece comigo: cansado, com fome, com medo de trajeto, com frio e, ainda por cima, molhado!

(continua)

quinta-feira, julho 19, 2007

TROCA DE ESPOSAS





E como eu não me canso de mandar a bola fora, eu tinha que aprontar mais uma.

Após a festa do casamento, fui com minha prima Viviane dar uma volta pelo Canal e catamos uma lanchonete pra ela poder comer algo. De lá, seguimos pra boate Eleven, onde encontrei uma galerinha legal: Beta Gallo, Renata Cardoso e Zezinho do Carmo.

Zezinho, como de costume, estava animadíssimo dançando muito e rindo a toa! E lá fui eu, falar com ele e com sua namorada. Depois de um tempão conversando com ambos, me toquei que EU ESTAVA O TEMPO TODO ME REFERINDO À GAROTA PELO NOME DA EX-NAMORADA DO ZEZINHO! Isso só acontece comigo, pra rachar a minha cara de vergonha!

segunda-feira, maio 14, 2007

OH, BABY!!





E olha eu voltando da minha licença-médica!
Mesmo estanso sem postar há quase duas semanas, a média de visitas ao blog aumentou (será que foi a canção pra WC?) e ainda ganhei mais uma história pra postar aqui!

Dessa vez, que nos conta seu vexame é a Patrícia Nakamura, também conhecida como Naka:

"Essa história faz exatos 17 anos. E aconteceu comigo.

Numa ensolarada tarde de sábado de 1990 recebo a visita do meu
padrinho, que morava no interior. Ele foi apresentar a (mais uma) noiva pro
clã, a Dalila, uma criatura supersimpática. Meu padrinho sempre me chamava
de 'afilhadinha' e Dalila fez questão de chegar em casa com uma linda e
enorme caixa de presente. Dentro, uma boneca 'Meu Bebê', cheia de
acessórios!
Bom, e daí?
E daí que a afilhadinha aqui estava com quinze anos de idade, no meio
de um trabalho de geografia com a galera do colégio. Quando me viu, a
coitada da Dalila não sabia onde enfiar a cara e a caixona do presente.
Estendeu a bagaça super sem graça e geral caiu na gargalhada quando abri
o embrulho. Claro que a galera repassou pro colégio todo e eu fiquei
com o apelido de 'babybaca'.
Isso só acontece comigo! Humpf!"

quarta-feira, abril 18, 2007

CIUMINHO





A fama do blog tá crescendo e as pessoas estão perdendo a vergonha de escrever e contar suas histórias! Hoje, é a vez da Renata Faria:

"Bom, trabalho em uma empresa que organiza cursos, participa de eventos na área automotiva e eu - simples estagiária - que sou a responsável pela organização desta tralha toda.

Nesta semana que passou teve uma feira de peças e equipamentos para oficinas mecânicas - a Automec - a qual só pude comparecer no sábado, porque estava atolada de trabalho. Meu noivo ODEIA que eu participe destas feiras, pois sempre tem muitos homens e ele é 'O' ciúme em pessoa!!

Bom, no final da feira, quando já estávamos quase indo embora, eis que surge um indivíduo que quer tirar dúvidas, coisa e tals... Passei o chato pro meu gerente e fiquei de boa até que meu love chegou pra irmos embora. Como ainda faltava uma meia hora pra eu poder sair, ficamos enrolando no estande, quando o tal do indivíduo termina o assunto com meu gerente e vai embora. E não é que o cara chega perto de mim, me dá a mão e simplesmente A BEIJA NA FRENTE DO MEU NOIVO!?!?

Quase tive um troço, pois, o DIA TODO, foi super sossegado, ninguém me importunou... e, bem na hora que meu noivo está do meu lado, um cretino faz isso!! Como você diz... isso só acontece comigo!!"

Fico só imaginando a pobre Renata tendo que explicar umas mil vezes pro namorado que era apenas trabalho...

sexta-feira, abril 06, 2007

PORTAS ABERTAS





Acabei de chegar em Cabo Frio e minha casa parecia em fersta: tava cheia de gente! Adoro essas reuniões de família que acontecem do nada.

Daí, Carlos Dimas, marido da minha prima Lynlei, estava contando que, certo dia, eles voltavam da missa carregando duas senhorinhas de carona.

Ao deixarem uma delas em casa, viram que a pobre estava com dificuldade de abrir o portão. Carlos Dimas, compadecido, desceu do carro pra ve se conseguia ajudar a senhorinha.

Chegando perto dela, ele se deu conta que A VELHINHA ESTAVA TENTANDO ABRIR O PORTÃO COM O TERÇO, AO INVÉS DE USAR A CHAVE. Depois de desfeito o engano, a senhorinha entrou em casa. E Carlos Dimas ainda teve que ouvir a infâmia de Lynlei, que disse que "Jesus abre todas as portas, mas também não era dessa forma"... Eu não mereço isso!

quarta-feira, abril 04, 2007

CORRIDA MALUCA





Hoje, teremos o relato da amiga Keshi, com uma história muito tosca:

Há quase um mês meu pai vem falando que quer conhecer o menino com quem eu estou há mais ou menos um ano (se a gente contar corrido, sem contabilizar as inúmeras vezes que a gente parou de ficar, ae voltou... ae parou de novo... ae voltou de novo... enfim..). E desde que meu pai expressou essa vontade e eu a comuniquei ao digníssimo, os DOIS ficaram enchendo meu saco pra se conhecerem.

Daí, chegou o dia do grande embate. Marquei com o Ricardo (o digníssimo) aqui em casa às 18h, pra irmos juntos encontrar o meu pai. Deu 18h... 18:30...18:45... Eu já MORRENDO de ansiedade (sou uma pessoa muito nervosa e odeio esperar), pensando que o Ricardo tinha sofrido um acidente, um sequestro-relâmpago, uma abdução... E pensando também que meu pai odeia atrasos. Às 19h o Ricardo chega. Desci VOANDO. Cheguei na portaria, ele tava semi-agachado (sabe o Roberto Carlos amarrando chuteira na Copa? Então...), suando em BICAS, branco e ofegante.

Keshi: - O que aconteceu, amor?
Ricardo: - Ah...Não briga comigo não...Eu saí de casa as 17:30 pra não chegar atrasado...Aí peguei o ônibus. Ae tô no ônibus...Crente que tava vindo pra cá. Ae quando eu vi, já tava no ponto final e o ônibus não tinha passado por aqui. Ae fui perguntar pro motorista "Pô esse ônibus não passava na Praça X?" e o motorista me respondeu "Ah, o itinerário mudou hoje. Você vai ter que cruzar as ruas tais, tais e tais pra pegar o ônibus tal pra chegar onde vc quer." "E quanto tempo isso demora?" "Ah, uns 40 minutos."
Keshi: - Ih, amor, e aí?
Ricardo: - Aí que eu corri. Já tava atrasado. E eu sem celular. E corri. Corri. Cheguei no ponto que o cara me indicou. O ônibus demorou toda uma vida pra chegar. Chequei se era o ônibus certo, era. Entrei. Ainda morri numa grana a mais, pq era um frescão. Ae tou eu no ônibus...Vi a rua que sobe pra cá...Não esperei pra ser enganado de novo. Desci do ônibus e VIM CORRENDO.

Ele correu uns 6 quarteirões, Andreh!
Chegou aqui mais ofegante que queniano em fim de maratona, o pobre!


Não só o Ricardo correu como um louco, como eu aposto que ele deve ter vindo o caminho inteiro pensando: "isso só acontece comigo"!

segunda-feira, abril 02, 2007

COINCIDÊNCIAS E PAIXÕES





Eu ando me sentindo uma pessoa de sucesso, pois em menos de um mês, nada menos do que QUATRO leitores me mandaram suas histórias pra publicar!

Depois da Carla R. e da Isabela Cavedem, o leitor Jackson5 (nome fictício, ele prefere não ser identificado) é o terceiro a nos descrever suas agruras, num enredo digno de Machado de Assis... ou de novela mexicana:

Eu sou uma pessoa extremamente cuidadosa quando o assunto em questão é relacionamento. Sou muito desconfiado e mantenho as pessoas um pouco afastadas.... Eis que conheci um cara, uma semana antes de um grande feriado e resolvemos desistir de nossas viagens e passar os quatro dias juntos (na verdade eu já não estava querendo viajar, queria um motivo pra não ir)... Foi tudo espetacular, conversávamos muito, estávamos apaixonados, ele tb era turrão, mas bem antes de terminar os quatro dias estávamos "namorando"...

Em menos de um mês tivemos uma briga. Como orgulhoso que sou, não aceitei o pedido de desculpas dele, porque o pedido foi feito do jeito dele e não como eu queria. Dois dias depois, eu tentei me desculpar e, orgulhoso como era, ele não aceitou... Terminamos, mas continuávamos os dois gostando muito um do outro, porém sabendo que não daria certo por sermos muito orgulhosos... Ambos sabemos que o coração ainda bate... hehehe!

Assim, voltei a minha vida de solteiro. A gente se cruza todos os dias no msn e fica um cutucando o outro... Num determinado dia, ele ficou me provocando e eu contei quais seriam os meus planos para aquele dia: os planos envolviam um homem, com quem eu já tinha saído há uns dois anos, e não eram tão ortodoxos... Mas ele queria os detalhes e eu dei...

Terminamos a conversa com ele falando que ia pra casa de um amigo, isso eram seis horas da tarde e meu encontro era às nove... Às oito da noite, recebi uma mensagem falando que ou meu encontro seria mais tarde ou mudaria o dia, porque o rapaz que ia sair comigo estava impossibilitado de sair na hora marcada.

Fui pro msn passar o tempo e, nessa espera, encontrei esse meu ex turrão. Começamos a conversar:
Jackson5: -Já de volta?
Ex Turrão: - Pois é, e vc? Não tinha um encontro?
Jackson5:- Meu amigo mandou uma mensagem, disse que teve um probleminha e vai se atrasar. Lá pela meia noite ele surge, também sofre de insônia...
Ex Turrão:- Então fica esperando por ele.... :P
Jackson5:- Como se eu fosse disso... Se bem que esse vale a pena, bem gato, educado, inteligente....
Ex Turrão:- Meu amigo aqui já saiu com você...
Jackson5: (pasmo) - Quem é ele??
Ex Turrão:- Fulano, te conheceu em determinado local.
Jackson5:- Não vou lembrar assim de nome, sou péssimo pra isso e tem muito tempo pra saber assim.
Ex Turrão:- Vocês se falaram hoje, parece que iam sair e ele adiou porque apareceu um amigo na casa dele... O amigo sou eu!! Então, era com ele que você ia fazer tudo aquilo que me disse???

Nesse momento, eu quase caí da cadeira... Tinha dado todos os pormenores do que aconteceria!!! Esse é o tipo de coisa que ninguém merece!! Isso só acontece comigo!


Agora, pessoas, imaginem quais as chaces de uma coisa dessa acontecer? Com certeza, Jackson5 tem toda a razão em ficar tenso!

quarta-feira, março 28, 2007

ACESSÓRIOS





Vocês pensam que vida de leitor do blog é fácil? Tem uns que são tão sofredores quanto eu...

E é por isso que hoje, mais uma vez, que nos conta uma história é a leitora Isabela Cavedem:

"Eu tenho o cabelo curto. Então, não sei porque diabos insisto em prendê-lo com uma piranha antes de dormir. Quando eu acordo, a piranha está pendurada na ponta do cabelo e fico descabelada como de costume.

Essa manhã (24/03/07) não poderia ter sido diferente e, logo que acordei, fui ao banheiro fazer meu pips básico. Quando eu levantei do assento sagrado, ouvi um 'ploch' e vi que MINHA PIRANHA CAIU DENTRO DA PRIVADA!

Ai, que situação! Nada melhor do que gastar 15 minutos de uma manhã de sábado tentando pescar com um arame uma piranha da privada... Isso só acontece comigo, mesmo!"


Eu só queria saber se a Isabela consegui pescar a piranha ou se a pobre desceu ralo abaixo...

segunda-feira, março 26, 2007

A LONGA ESPERA






Sabem que eu estou A-DO-RAN-D0 receber emails com histórias? Primeiro, foi a minha amiga Carla R., que me passou a bola fora dela com o filme "Zuzu Angel".

Dessa vez, quem me escreve é a leitora Isabela Cavedem, que me contou seus momentos de agrura:

"Pois bem, depois de ter que entregar 215478965220 documentos para a matrícula na faculdade, lá ia eu para meu primeiro dia de aula. Mochila e fichário a postos, sentei em frente de casa, para esperar a van me buscar e me levar para meu novo antro de aprendizado.

Era uma linda manhã ensolarada, na qual beija-flores voavam, um arco-íris se formou no céu e duas borboletas sobrevoaram minha cabeça. Por mais incrível que pareça, isso realmente aconteceu e eu achei que fosse um sinal divino de sorte. Tá bom!

Eu estava esperando né? Então, eu cumpri bem meu papel e esperei, esperei, esperei...
O MOTORISTA SIMPLESMENTE ME ESQUECEU e eu perdi meu primeiro dia de aula. Legal, né? Acho que arco-íris deve dar azar".


Eu aposto que, ao se dar conta da patetice do motorista, a Isabela pensou: "isso só acontece comigo"!

segunda-feira, março 12, 2007

COMO FOI O SEU DIA?





Eu tinha me programado pra postar aqui uma outra história... mas nem dá, porque ela está presa num arquivo que, no momento, não posso acessar... querem saber o porquê? Então, leiam o email que acabei de enviar pro Leroy:

Acho elegante reclamar da vida quando alguém volta ao trabalho...

Então, vamulá: hoje, levantei às 8h30, com aquela sensação de que não devia ter saído da cama. Na verdade, eu não queria trabalhar. Mas vim. E só me fodi. Quase fiquei preso no elevador, com pessoas desagradáveis. De novo. Mas foi rápido, então agradeci por ter ficado somente 1 minuto parado entre um andar e outro com gentes chatas no elevador.

Sentei no meu computador, pronto pra começar a fazer a porra do backup das minhas mais de mil mp3, fotos, coisas de blog/fotolog e alguns arquivos necessários. O computador funcionou maravilhosamente bem por 10 minutos, até que DESLIGOU SOZINHO... e não liga de novo nem por um cacete!!

Daí, tive que chamar a manutenção pra vir aqui consertar esta merda. Sabe-se lá quando eles vão aparecer. Enquanto isso, sentei meu rabo gordo no computador de uma colega de trabalho, que está de férias. Inveja dela!

Obviamente, neste computador não tem metade dos arquivos e programas que eu preciso pra exectuar meu trabalho. Então, tenho que fazer tudo nas coxas.

Ppra começar, não tinha nem MSN Messenger. Enquanto eu instalava o programa, tinha que ficar usando aquela versão web, que acaba com a paciência do sujeito. E este não é o único serviço web ruim que eu tenho que usar...

... como o outlook dessa máquina está configurado com o email da minha amiga, eu não tenho acesso fácil ao meu email. Assim sendo, tenho que usar a versão do webmail da empresa, que além de péssima é lenta, e rezar MUITO pra que essa mensagem que eu estou te mandando chegue aí!

E olha que o dia só está na metade!
Isso só acontece comigo!

P.S.: acabei de descobrir que sujei minha camisa com o cafézinho maldito que eles servem depois do almoço! Eu quero voltar pro útero de mamãe!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

CALIGRAFIA





Aproveitando que eu ando numa maratona médica, pulando de consultório em consultório, lembrei de uma história que meu tio me contou...

Meu primo Davi andava meio dodói, com uma virose brava e, por conta disso, meu tio o levou no consultório médico. Depois de diagnosticado, o Davi e meu tio foram à farmácia comprar o remédio receitado pelo médico. E letra de médico vocês sabem como é...

Daí, na farmácia, NENHUM atendente conseguia decifrar qual era o remédio receitado. Meu tio voltou ao consultório e perguntou à recepcionista, que também não entendeu o que estava escrito.

Então, a recepcionista chamou o médico, QUE TAMBÉM NÃO ENTENDEU O QUE ELE PRÓPRIO ESCREVEU NA RECEITA! Ele teve que pegar o prontuário do Davi, pra poder ter certeza do que estava escrito. Eu não mereço isso!

segunda-feira, julho 24, 2006

MADRUGADA





Quando a MariPepper vem ao Rio, me descubro uma criatura notívaga... e nesse fim de semana não foi exceção. Nós saímos e nos esbaldamos na noite carioca!

No sábado, estávamos eu, MariPepper e Didhy Müshelie Hollywood, na madruga boladona, recém-saídos da The One Club ("bebida liberada" são palavras mágicas nas vidas dos meus amigos), estávamos com o fogo do inferno do corpo e resolvemos ir pra Praia de Ipanema, onde supostamente estaria rolando uma rave. Pegamos o primeiro 474 que apareceu.

Havia uma certa comoção entre uma senhora e o trocador do ônibus. Imaginei que a senhorinha havia dado alguma espécie de 'desfalque' ou que houvesse algo com ela. Ledo engano. Os ouvidos atentos de MariPepper captaram a situação: O ÔNIBUS TINHA SIDO ASSALTADO DOIS PONTOS ANTES DE ONDE A GENTE HAVIA SUBIDO. E a comoção se deu porque a senhorinha se recusava peremptoriamente a colaborar como testemunha do assalto...

Às vezes eu realmente me sinto sortudo... mas como a sorte sempre dura pouco na vida deste ser que vos escreve, ao chegarmos na Praia de Ipanema não havia nem vestígio de rave! Eu não mereço isso...

sexta-feira, julho 14, 2006

FRASES MAL DITAS





Eu já fiz aqui uma série de "coisas erradas ditas na hora errada", na qual contei diversas histórias- minhas ou não - de foras espetaculares e coisas sem noção.

Mas foi só eu postar aqui o teste "Que tipo de sem noção você é?" que a minha falta de noção se exacerbou!

Ontem mesmo, na hora do almoço, junto com o povo do trabalho, eu passei por uma situação dessas. Nada extremamente vexatório, mas que comprova a minha "falta de cuidado" quando abro minha boca pra tecer comentários, mesmo que não sejam desabonadores.

Andando pelas ruas de Botafogo, no retorno do almoço, o Chátio estava comentando que assistiu a um programa desses que promovem a cirurgia plástica como o segredo para a beleza e, por conseguinte, para a felicidade. Daí, no programa que ele viu, a aspirante a bela era uma garota rica, gorda, fútil e inútil, dessas que passa o dia todo em frente a TV, comendo frituras e bebendo rios de refrigerante e reclamando que não é feliz porque é gorda e feia - e termina a sentença dizendo que dinheiro não traz felicidade!

Aí, a mulher fez rinoplastia, lipoaspiração, implante de silicone, o escambau! Até de cabelo ela mudou! Segundo o Chátio, ela não ficou linda, mas ficou passável, algo assim que o cara não precisa se embriagar pra dar uns pegas:

Chátio: - Ela não ficou uma Luana Piovani, mas dava pra pegar!
Caju: - Ah, mas a garota é rica! Deixando de ser gorda, já fica mais fácil arrumar prentendente!
Andreh: - Meu filho, ela é RI-CA! Eu já pegaria só por esse detalhe! Fazia do jeito que aprendi com minha prima: TREPAVA DE 4, PRA NÃO TER QUE OLHAR A CARA DELA!!

E nesse exato instante, quando eu soltei esse impropério machista e escroto, passou por nós UMA VELHINHA, QUE ME OLHOU ESCANDALIZADA! E eu, é claro, ruborizei e soltei minha frase classíca: "isso só acontece comigo"!

quarta-feira, julho 12, 2006

SEM QUERER

Você já apontou alguém na rua, dizendo que ela era gostosa e seu amigo já te olhou feio, porque a referida gostosa era irmã dele? Já riu em velório? Já falou o que não devia, para pessoas que não deviam? Já contou um segredo "sem querer querendo"? Na intenção de elogiar, já acabou ofendendo alguém?

É fato: todos nós já passamos por situações vexatórias, nas quais a vaga noção de 'noção' manda lembranças ou se finge de morta!

Por exemplo, várias vezes, já me aconteceu de estar falando algo não muito 'positivo' ou desabonador acerca de uma determinada pessoa (ou grupo de pessoas) na frente de seus parentes, amigos ou mesmo quando a referida pessoa (ou grupo de pessoas) estava(m) bem atrás de mim!

Aliás, uma vez, topei numa boate com uma pessoinha chatinha. Passei por ela, cumprimentei e, assim que ela saiu do meu caminho, fiz uma careta pra um amigo que me acompanhava... e, logo em seguida, REPAREI QUE A PESSOA ME OLHAVA PELO ESPELHO, vendo que fiz careta pra ela! Isso só acontece comigo...

... ou não: sempre existe um sem noção! É por isso que o "Momento Capricho" de hoje pergunta:



QUE TIPO DE SEM NOÇÃO VOCÊ É?




Aguardo os comentários de vocês! Aliás, se tiverem histórias dessas gafes ou da falta de noção (seja própria, seja alheia), também vou gostar de ler.

E meu pedido sem noção é: visitem o Quadrado Imperfeito!

sexta-feira, junho 23, 2006

SANTO SANTO





Esse clima de festas juninas está me fazendo relembrar histórias...

Dizem por aí que Santo Antônio é o santo casamenteiro (ver post do Quadrado Imperfeito, de 13/06/06). Muitas pessoas se tornam devotas e fazem simpatias na expectativa de arrumar um casamento.

Certa vez, há quase 20 anos, minha prima Fernanda se achava *a* encalhada. Daí, resolveu fazer uma simpatia muito simples que consistia em pegar uma imagem de Santo Antônio e escondê-la no armário, virada de cabeça pra baixo e dentro de um copo d'água. Ela só poderia retirar o 'santo' dessa situação 'embaraçosa' se ele arrumasse um namorado pra ela.

E o tempo passou, nada de namorado, tinham até se esquecido do Santo Antônio no armário da minha prima. Até que, num determinado dia, eu e meu irmão Felippe estávamos na casa da minha tia Ieda, enquanto a Nanda arrumava o quarto dela.

Num dado momento em que ela se distraiu, Felippe entrou no quarto dela... quando ela viu, ele já estava DENTRO DO ARMÁRIO DELA, BEBENDO A ÁGUA DO COPO ONDE ESTAVA O SANTO ANTÔNIO. Minha prima ficou desconsolada, pensando "isso só acontece comigo"...

... mas alguns anos depois ela encontrou um cara maravilhoso - que, por sinal, é meu primo também - e eles já estão casados e felizes, com um filhinho de (quase) 5 anos (meu xodó)!

E o Felippe, após anos sendo um "patinho feio", parece que tem mel no corpo e atrai uma mulherada de fazer inveja! Deve ter sido a água de Santo Antônio!