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segunda-feira, abril 28, 2008

FORCA
(parte 14)






Essa última história que vou contar trata, na verdade, de um roubo... conceitual!
Ninguém sofreu violência, ninguém teve seus pertences furtados, mas foi uma espécie de roubo da inocência de uma pobre garotinha.

Minha amiga Gizana, na época em que éramos adolescentes, tinha uma irmã caçula, a Thayra. Na época, Thayra devia ter uns 7 anos e acompanhou a Gizana por um dia, na feira de ciências da nossa escola. É claro que ela foi a sensação da galera, todo os nossos colegas ficaram babando a menina, conversando com ela, brincando com ela, livrando um pouco a Gizana da obirgação de cuidar da irmã ao mesmo tempo que apresentava seu trabalho.

Num dado momento, começamos a brincar de forca, num quadro-negro. O Thiaguinho, que era nosso 'calouro-oficial' resolveu distrair a Thayra com a forca. E largamos os dois por lá. O que Thiaguinho não contava é que Thayra fosse realmente muito esperta e que nos chamasse aos gritos: ELE, UM RAPAZ DE 15 ANOS, ESTAVA ROUBANDO NO JOGO DE FORCA, CONTRA UMA MENININHA DE 7 ANOS! Eu poderia jurar que isso só acontece comigo, mas aconteceu com ela...

Fomos lá ver e rimos muito da cara do Thiaguinho que, além de não saber perder, morreu de vergonha por ter sido descoberto em seu estratagema para vencer!

segunda-feira, abril 21, 2008

BODE EXPIATÓRIO
parte 13






Eu admito que não sou santo. Já comi muito biscoito e iogurte de graça em supermercados da vida e nunca fui pego em nenhuma das minhas tramóias.

Mas já dei um azar tremendo: FUI BODE EXPIATÓRIO DE UM DELITO QUE NÃO COMETI! E, do jeito que a justiça funciona nesse país, não posso nem dizer que isso só acontece comigo! E lá vem mais uma história velha!

Quando eu estudava em Campos, sempre tinha que passar por Macaé. Tinha uma loja de doces na rodoviária de Macaé, que a gente sempre passava por lá, ou pra comprar doces ou para tão-somente ver as 'novidades' e ficar com água na boca - mera distração nos 20 minutos que ficávamos parados por lá.

Acontece que, numa certa época, a lojinha vinha sofrendo uma série de pequenos furtos. E, é claro, o dono resolveu tomar providências.

Certa vez, depois da Páscoa, eu estava voltando de Cabo Frio para Campos. Na parada em Macaé, desci, fui esticar as pernas e dei uma volta na loja com meus amigos. O meu azar consistiu no fato de ter sido Páscoa e eu, esganado, estava com três bombons no bolso. É claro que, por ser gordinho e estar com uns três bombons para consumo próprio no bolso, o dono da loja achou que eu era o ladrãozinho e chamou o segurança. Foi um inferno!

O segurança me agarrou, me revistou, tive que bater boca, queriam me levar preso (e eu era menor de idade). Só não fui levado de lá porque consegui provar que a loja não vendia 1 dos 3 bombons que estavam no meu bolso (daqueles bombons vagabundos da Arcor, o "Amor doce amor").

O dono da loja me pediu desculpas e tal, mas nada pode apagar a humilhação e a vergonha dos olhares que recebi. Mó chato!

segunda-feira, abril 14, 2008

MEU PÉ ESQUERDO
parte 12






Mais uma história da década passada!
Certa vez, pelos idos de 1995, teve um feriadão em outubro, o mesmo que cai sempre perto do meu aniversário. Tínhamos combinado, mó galerão, de ir pra Cabo Frio. Piggy e Jonivan iriam ficar na minha casa, Aninha, Bruno e Tissa ficariam na casa da Bianca!

Tudo esquematizado, viajamos felizes, alegres, sorridentes - apesar de sem um tostão no bolso, contando apenas com a diversão que a praia poderia nos proporcionar. E foi uma algazarra só: passávamos o dia na praia e, à noite, rodinhas de violão ou passeios pela cidade.

Eis que, no último dia, fomos cedo pra praia, pra aproveitar bem o dia e nos despedirmos do meu paraíso particular. Na hora de 'levantar o acampoamento' pra ir embora, vejo a Piggy inquieta, revirando as coisas todas. Ela estava procurando sua sandália - uma Kenner, moda na época - e não achava o pé direito.

Depois de muito tempo procurando, meu irmão apareceu na praia, nos viu naquele semi-alvoroço e nos explicou que aquilo era o mais novo golpe da praça - ou melhor, da praia: como as sandálias Kenner eram meio caras, OS PIVETES APROVEITAVAM A DISTRAÇÃO DO TURISTA E SURRUPIAVAM UM PÉ DA SANDÁLIA. Assim, o turista, ao 'perder' seu pé de sandália, deixaria a outra na praia - seja na areia, seja na lixeira - e os pivetes, ao fim do dia, sairiam recolhendo o 'lixo'.

Como estou acostumado a andar descalço, ofereci meu par de havaianas clássicas - aquelas de sola branca, com tira amarela - pra Piggy voltar da praia. Foi até engraçado ver o pézinho 34 da minha amiga sambando no meu chinelo 42.

Claro que a Piggy ficou furiosa, pensando "isso só acontece comigo"! E, de sacanagem com o ladrãozinho, ela levou pra casa o pé esquerdo da sandália que lhe sobrou. E olha que esse pé esquerdo de sandália ficou guardado como recordação por muito tempo, na minha casa...

segunda-feira, abril 07, 2008

EDREDON
parte 11




A situação de assalto mais bizarra que passei foi em Campos. Na época, eu ainda estava por lá, no penúltimo ano da faculdade. Numa certa semana de junho, meu orientador me incumbiu de ir ao Rio de Janeiro, pra fazer a renovação das bolsas de iniciação científica (minha e do outro bolsista), de mestrado (de um dos alunos) e do projeto (do meu chefe), concedidas em nosso laboratório. Ele me entregou R$70,00, pra passagens, deslocamento e alimentação. E eu aceitei meu martírio.

Daí que liguei pra minha mãe, avisando que iria pra Cabo Frio no fim de semana e aproveitaria pra ir pro Rio de lá, já que (1) eu não ia pra Cabo Frio há mais de um mês e tava com saudades da minha família, bem como (2) a distância de Cabo Frio pro Rio era menor do que partindo de Campos...

Minha mãe ficou felizona... não só porque eu ia pra casa, mas porque, sabendo que eu estava com dinheiro em mãos, ela poderia me fazer umas encomendas e me pagar quando eu chegasse em Cabo Frio. Nessa época, ainda não havia Casa&Vídeo em Cabo Frio e mamãe pediu pra eu passar na referida loja, em Campos, e comprar dois edredons de casal, cada um na promoção, por apenas R$20,00.

E lá fui eu, no fim de tarde de uma sexta-feira, capengando dentro de um ônibus xexelento, da faculdade para o centro da cidade. Andei um pedaço até chegar na Casa&Vídeo, me pus em bataçha com várias donas de casa desesperadas para conseguir um edredon bonito, fiquei quase uma hora na fila pra pagar e tomei meu rumo, a pé, pra casa. Afinal, pra que gastar mais R$1 de passagem se eu podia andar 1km a pé, carregando uma mochila pesada, uma pasta e 2 edredons volumosos?

Caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento, fui. A passos largos, cheguei na metade do caminho e dei uma paradinha, em frente ao curso de inglês da Tia Sandra - a tia da Tissa - e brinquei um pouquinho, através da grade, com as crianças que estavam por la. Me despedi, tomei meu rumo...

... nem bem dei cinco passos, UM CARA MUITO FEIO MEU ABORDOU COM UM REVÓLVER. Ele apontou a arma na minha cara, disse pra não falar nada, não fazer escândalo. Como eu estava com todas as mãos ocupadas, ele mesmo vasculhou meus bolsos e minha carteira e levou os R$30 que tinham sobrado dos R$70 que meu orientador me deu para ir ao Rio. Saiu em disparada, de bicileta. E NEM MEXEU OS EDREDONS!

Isso só acontece comigo: evitei de perder mais dinheiro num assalto porque comprei dois edredons! E não perdi a calma, apenas voltei ao curso da Tia Sandra, avisei à ela e à secretaria o que tinha me acontecido e, juntos, chamamos a polícia, mais para zelar pela segurança da criançada que estava por lá do que para, efetivamente, recuperar meu $$$.

E, por sorte, meu orientador foi bem compreensivo e não me cobrou explicações sobre os gastos... além disso, meu primo de Olaria estava em Cabo Frio e fui com ele, de carona, pro Rio - o que representou também uma economia de dinheiro...

segunda-feira, março 31, 2008

COISAS DO INTERIOR
parte 10






Por mais que a gente ache que a violência é um fenômeno urbano e mais proeminente nos grandes centros, é algo que está mais que generalizado. E há muito tempo!


Afinal, já disse que me roubaram um relógio na praia de Cabo Frio, bem como contei dos ladrões que reviraram a casa de vovó. Até refém eu já fui!

Fugindo um pouco do litoral, adentrando o estado, também fui assaltado várias vezes quando ainda era um jovem estudante secundarista - e, depois, universitário - em Campos. Certa vez, estava eu andando pelas ruas, escuras e desertas e... nada aconteceu.

Quando cheguei na esquina da minha casa - a pensão de D. Mariquita - de frete para uma pequena garagem de ônibus urbanos, depois rapazes me cercaram, de bicicleta, portanto facas e ROUBARAM TODO O DINHEIRO QUE EU TINHA: CINCO REAIS!

Cerca de 1 mês depois, perto do Palácio da Cultura, um rapaz RESOLVEU ME ASSALTAR COM UM ESTILHAÇO DE GARRAFA E LEVOU TODO O DINHEIRO QUE EU TINHA: CINCO REAIS! O descaramento foi tanto que ele me roubou em plena luz do dia, na frente de um lugar cheio de policiais!

Resolvi, então, não andar mais com dinheiro nos bolsos. Andava com o dinheiro dentro de um tubo de Redoxon, dentro da mochila. Quando estava sem mochila, o dinheiro ficava preso no cós da calça ou da bermuda. Daí, fui assaltado na esquina da faculdade, por dois rapazes da favela dos fundos. Como não encontraram dinheiro - eu não pagava ônibus, tinha gratuidade - RESOLVERAM LEVAR MEU ÚNICO BEM: UM RELÓGIO, COMPRADO NO CAMELÔ A CINCO REAIS! Isso só acontece comigo!

segunda-feira, março 24, 2008

UM LADRÃOZINHO DE MERDA
parte 09






Essa história aconteceu com um colega da pós-graduação, xará meu. Achei engraçada a coincidência, pois ele me contou nesse momento em que estou falando de assaltos estranhos e que alguém deixou um comentário com tema similar ao desse assalto.

Há alguns anos, o André Ben-Hur caminhava lépido e fagueiro pelo centro do Rio de Janeiro. Seu passeio pelo centro não era turístico: tinha que fazer uns exames por lá.

Ao atraavessar a rua Rio Branco - uma das principais e mais movimentadas do centro do Rio - um garotão chegou junto. Abordou o Ben-Hur e pegou o saquinho que ele carregava.

Nisso, o cara abriu a sacolinha e DEU DE CARA COM DOIS POTINHOS UTILIZADOS PARA COLETAR FEZES. Ambos os potes continham o material. Daí, o ladrãozinho de merda simplesmente DEVOLVEU A SACOLA AO BEN-HUR!

Não satisfeito, ainda pediu algum dinheiro, um trocadinho. Como o Ben-Hur não tinha, o cara ainda teve o descaramento de pedir cigarros pra ele. Mas o Ben-Hur estava em seu último cigarro. E o ladrão? LEVOU SÓ A GUIMBA DO CIGARRO QUE O BEN-HUR ESTAVA FUMANDO.

E, aposto, tanto o Ben-Hur quanto o ladrão saíram dessa história pensando: isso só acontece comigo!

segunda-feira, março 17, 2008

TOMA LÁ DA CÁ
parte 08






Certo dia, a amiga Clara estava paradinha no ponto de ônibus, em frente ao Rio Sul, esperando algum coletivo para ir a Niterói, pois havíamos combinado com uma galera de ir pra lá, fazer uma bagunça na casa da Tissa.

Na pressa, Clara saiu de casa com apenas R$5, suficientes para a passagem de ida, na expectativa de poder tirar mais $$$ em algum caixa eletrônico próximo ao seu destino. No ponto, meio deserto, um rapaz aborda a Clara...

Ladrão: - Isso é um assalto!
Clara: - ...
Ladrão: - É melhor não reagir, nem gritar!
Clara: - ...
Ladrão: - Passa a grana, tia! Passa a grana!
Clara: - Mas eu só tenho R$5, pra pegar o ônibus.
Ladrão: - ...
Clara: - ...
Ladrão: - Ok. Me dá os R$5, que eu te dou o da passagem!

Sentiram o drama? O LADRÃO DEIXOU TROCO, PRA CLARA PODER IR EMBORA! E quem disse que ladrão não tem bom coração?

É claro que ele deixou pra ela apenas R$2. Daria pra ela pegar um ônibus para qualquer lugar dentro do Rio de Janeiro, mas nem dava pra pegar o ônibus que ia pra Niterói (a R$2,90, na época)...

segunda-feira, março 10, 2008

REFÉM DO SILÊNCIO
parte 07





Agora, vai uma história de assalto, que conteceu há mais de 10 anos. Meu irmão Felippe sempre foi dessas pessoas aficcionadas por marcas. Enquanto eu me contentava com uma camisa bonita qualquer, as dele só podiam ser da Ellus, Forum, Armani.

Daí que virou febre em Cabo Frio usar roupas, calçados e acessórios de uma loja chamada Aquabordo. E o 'fashionista' do Felippe resolveu que se vestiria de Aquabordo da cabeça aos pés. Os preços não eram proibitivos, mas eram meio salgados, embora os produtos fossem de boa qualidade.

Depois de uma coleção de calças, camisas e cintos da Aquabordo, Felippe resolveu comprar um tênis de lá. Passou uns 3 meses guardando uns trocados e resolveu comprar o tênis. Como bom irmão que sou, fui acompanhá-lo. E, além disso, ainda pegamos nosso primo Davi, na época com 7 anos, pra ir conosco, passear um pouco pelo centro de Cabo Frio - depois, é claro, de ouvir todas as mil recomendações de cuidado da mãe do Davi.

E fomos os 3, passeando por Cabo Frio. Paramos na frente da filial da Aquabordo no centro, olhamos a vitrine, falamos brevemente e entramos na loja...

... para sermos surpreendidos por um rapaz, de arma em punho, que rendeu a gente!
Sim, senhoras e senhores, NÓS ENTRAMOS NA LOJA NO MEIO DO ASSALTO! Eu achei aquilo tão absurdo que cheguei a reclamar, achando que era o segurança da loja fazendo alguma brincadeira boba! Isso só acontece comigo mesmo, ficar pensando esse tipo de idiotice dos outros!

Fomos levados, os 3, para uma das cabines de e lá ficamos, com mais outras 2 pessoas. O pobre do Davi tremia tanto! Mas foi valente até o fim: não reclamou, nem chorou, não deu um pio sem ser solicitado. E a nossa grande preocupação era mesmo com ele, uma criança de 7 anos no meio de um assalto. Ainda bem que tudo deu certo e pudemos voltar pra casa.

Quanto ao tênis, por sorte não levaram o $$$ do Felippe - as nossas caras de pobre devem ter contribuído pros ladrões acharem que entramos na loja só pra 'assuntar' - e nos dirigimos, alguns dias depois, para outra filial da loja, onde o compramos.

segunda-feira, março 03, 2008

QUANDO EU CHEGUEI TUDO TUDO TUDO ESTAVA VIRADO
parte 06





De uma certa vez, quando eu era quase adolescente e ainda morava em Cabo Frio, fui à casa de minha avó. Era algo super costumeiro, pois vovó é quase vizinha - mora a duas casas de distância - e eu sou um neto muito prestativo. Nesse dia específico, eu tinha me comprometido a ir ao mercado para ela.

Daí, após avisar a minha mãe de meu destino, rumei pra casa de vovó. A casa estava toda aberta, janelas escancaradas e com algumas coisas do lado de fora, no quintal, empilhadinhas, como se fosse numa limpeza.

Assim que entrei, ouvi um barulho de gente saindo. Olhei pra fora, e não vi ninguém. Julgando que fosse um truque da minha cabeça doida, resolvi entrar. Então, me deparei com uma cena dantesca: móveis abertos, pilhas de roupas empilhadas, coisas reviradas, a televisão e o aparelho de som em cima de uma mureta, gavetas fora dos armários, tralhas fora do lugar...

Depois de encarar essa cena que parecia o resultado de um tornado muito nervoso, me peguei pensando: "nossa, vovó devia mesmo estar necessitada de ir ao supermercado, porque LARGOU A FAXINA PELA METADE E DEIXOU A CASA TODA ABERTA". E sentei no sofá, esperando vovó aparecer, pra me dizer o que queria de mim...

Depois de 5 minutos sentado, no meio daquele caos, lendo um gibi da Turma da Mônica, minha mãe chega na casa de minha avó. Ela havia se lembrado que minha avó tinha saído pra caminhar na praia mais tarde do que de costume e que, provavelmente não tinha chegado em casa ainda. Ao chegar na casa, mamãe fica atônita com a cena. Muito mais esperta que seu filho loiro - no caso, EU - ela se dá conta de que AQUELE FURDUNÇO TODO TINHA SIDO UMA FRUSTRADA TENTATIVA DE ASSALTO!

E toca a chamar polícia, bombeiros, vizinhos etc. e eu, idiotizado, só pensando que isso só acontece comigo: confundir um assalto com uma faxina! E só não falo mal da minha sorte porque, provavelmente, o bariulho que ouvi quando cheguei era dos ladrões fugindo sem levar (quase) nada! E a besta aqui achando que era nada!

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

EL RELOJ
parte 05






Meu pai não costuma me dar presentes. E, quando dá, não costuma ser algo que preste. No Natal, por exemplo, ele me deu uma camiseta branca, o que é duplamente errado, já que eu não gosto de roupa branca e não uso camisetas... Ainda por cima, é dessas camisetas no estilo "fui a Cabo Frio e lembrei de você" - e eu sou de lá, porra!

Tem vezes em que papai está muito inspirado pra dar presentes, sendo ou não época de dá-los. Já me deu bons aparelhos de celular, muitos brinquedos na infância etc. Só que reparei que, no Natal, se meu pai me dá algo muito bom, é sinal de mau agouro! E assalto na certa!

Já contei aqui que fui assaltado no início deste ano e me levaram a câmera digital. Dentro dela, havia um cartão de memória, presente de Natal dado por papai.

Mas, 10 anos antes disso, meu pai me presenteou com um relógio. Ele tem uma coleção de relógios, cada um mais lindo que o outro. Naquele Natal, ele abriu sua maleta de relógios e deixou que cada um escolhesse seu relógio. Eu peguei logo G-Shock ORIGINAL (como o da foto ilustrativa deste post), de caixa metálica, digital, algo inimaginável (e muito caro) até então.

Usei o relógio apenas no Natal e guardei-o, para usar em ocasiões especiais (festas, casamentos, batizados, formaturas, bar mitzvah, enterro, aniversário da Xuxa). E, é claro, resolvi usar o relógio na virada do ano. Passei na praia de Cabo Frio, com vários amigos.

No fim da noitada, eu e um casal de amigos carregamos uma amiga deles, bebaralhaça, para a casa. No caminho, à beira da praia, fomos abordados por um grupo de 8 a 12 indivíduos, que nos imobilizaram - não foi muito trabalhoso com a bêbada desmaiada - e nos roubaram. Fora uns trocados dos outros, que mais se deu mal fui eu: LEVARAM MEU TÊNIS NOVO E MEU SUPER-DUPER-HIPER-RELÓGIO, dado por papai.

Voltei pra casa com minha característica expressão de que isso só acontece comigo e, depois de ser lindamente consolado por minha família, ganhei um reloginho de camelô do meu pai, pra não ficar muito triste...

... bem que ele podia me dar, agora, um outro cartão de memória! Ou um mp3 player!

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

PIMP MY RIDE
parte 04






Dando continuidade à série de história sobre roubos e furtos, vou contar uma das que mais gosto. Um dos meus amigos do trabalho, o Carlos André, comprou um Corsa Sedan em 2004. Estava alegre e satisfeito com o carro, fruto de seu trabalho duro.

Em 2005, sua esposa, a Júlia estava voltando da escola com o filho deles. Quando ela se preparou para estacionar o carro, quase na entrada de sua casa, um carro atrás dela começou a fazer um estardalhaço com a buzina. Ao desviar para dar passagem para outro carro, o carro não passou.

O motorista desceu do carro, acompanhado de 3 amigos, rendeu a Júlia e, na cara de pau, roubou o carro. Pelo menos deixaram o pobre do Robertinho tirar seu material escolar da banco traseiro.

Depois de todos os procedimentos tomados para acalmar a Júlia e para recuperar o carro, o Carlos André foi contactado, pois seu carro foi encontrado no dia seguinte. Tudo estaria muito bem se não fossem por duas surpresinhas. Em primeiro lugar, os assaltantes levaram as rodas do carro. Eram novinhas, menos de um ano de uso!

Mas, para compensar, deixaram um presentinho... a cereja do bolo foi O CADÁVER QUE ENCONTRARAM NO PORTA-MALAS!

Depois de resolverem os problemas burocráticos, do carro ter sido rebocado para um depósito da polícia em GARDÊNIA AZUL, o carro sem rodas (e, agora, sem bateria - roubada no pátio da delegacia, por uma 'gangue' montada pela equipe que fazia o serviço de rtemoção para a polícia), o Carlos André teve um gasto imenso pra consertar o carro.

E, é claro, se tornou o xodó da família - até porque carro roubado e depredado vale menos no mercado. Toda vez que relembramos essa história, dá pra ver na cara do Carlos André o pensamento: "isso só acontece comigo"!

terça-feira, fevereiro 12, 2008

BOLO
parte 03






Há cerca de 2 anos, meu primo Carlinhos resolveu, como de costume, comemorar o dia de Cosme e Damião em grande estilo. Planejou uma baita festa, gastou um $ legal contratando um rapaz pra tocar na festa, outros $ com a decoração do local, mais $ com os comes e bebes. E o mais importante, para ele: um bolo ENORME! Tudo no intuito de agradar a criançada do bairro, sobretudo as mais necessitadas.

No dia da festa, ele mandou a mãe e um amigo irem de carro - um Scenic - pegar o bolo na casa da confeiteira, uma senhorinha muito simpática, amiga da família há anos. Após pegar o bolo e tomar um trajeto para casa, o Scenic contendo o motorista, minha tia e o bolo foi fechado por duas Kombis - ô veículo maldito! Das Kombis, descem cerca de 10 homens, armados até os dentes. Apontam as armas para o carro e gritam para todos saírem.

Minha tia e o rapaz saem do carro, de mãos para o alto. O bolo fica. Os bandidos, mexem e remexem, gritam entre si, discutindo... mas sempre apontando as armas pra minha tia e para o rapaz (mas não para o bolo). Mais discussão, gritos e os bandidos anunciam que vão levar o carro.

Minha tia se desespera: é a festa das crianças e o bolo vai ser roubado. Preocupadíssima com essa situação, ELA RESOLVEU NEGOCIAR COM OS BANDIDOS PARA ELES, PELO MENOS, DEIXAREM O BOLO!

Pediu, implorou, com as mãozinhas juntas como em oração, olhinhos revirando, que os bandidos levassem tudo, exceto o bolo. Eles se entreolharam, discutiram, gritaram, se estapearam e, por fim, falaram pra pobre velhinha: "aê, minha tia, pegao bolo logo que a gente qué vazá"!

E partiram, deixando o rapaz e minha tia, em plena Av. Brasil, às 16h, com o sol a pino, sem carro, sem celular, sem dinheiro e com um bolo, com ambos pensando: "isso só acontece comigo"!

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

TOP TOP
parte 02






Dia desses, estava eu conversando com o povo do trabalho, falando sobre essas manias que as pessoas têm de se ligar absurdamente em marcas e modismos. Em especial, falamos dessa necessidade de ostentação que muitas dessas pessoas apresentam.

A moda, agora, é passear com essas mochilas especiais para laptop!
Toda pessoa de alma suburbana, que gosta de ostentação, tem uma mochila dessas.
Não precisa nem ter laptop: basta usar a mochila que todos pensarão que você é rico/chique/elegante/fino/poderoso/influente, pois ali, na mochila, deve ter um laptop, que é coisa de gente rica/chique/elegante/fina/poderosa/influente.

E foi pensando assim que um ladrãozinho de deu muito mal. Ele viu um rapazinho - este rapazinho é filho do melhor amigo de um colega de trabalho, que foi quem me contou essa história - andando tranqüilamente pelas ruas da Tijuca, com uma mochila de laptop. Não pensou duas vezes: foi lá e roubou a mochila do rapaz. SÓ QUE NÃO TINHA NADA DENTRO DA MOCHILA, A NÃO SER UMA AGENDA VELHA!

Adoro quando a vida prega essas peças em vigaristas...

terça-feira, janeiro 29, 2008

OLHA A FACA!
parte 01





Baseado em fatos reais e recentes, tô inaugurando uma série de posts, pra contar histórias de assaltos. Algumas são divertidas, outras nem tanto...

Resolvi começar pelo mais recente assalto: o que me levaram tudo!
Na primeira sexta-feira de 2008, estava eu, feliz da vida, saindo da pós.
Fui levar uma amiga minha na estação das barcas, pra ela poder voltar pra casa, feliz, alegre, saltitante e segura.

E segui meu caminho!
Eu tinha acabado de descer a escadaria do Mergulhão da Praça XV, tirando moedas do meu bolso, pra pdoer pagar o ônibus, quando minhas chaves caíram.
Daí abaixei para pegá-las e esse foi o meu erro.
Pois, normalmente, a primeira coisa que faço quando desço no Mergulhão é verificar se (1) há pessoas e (2) não há ninguém potencialmente perigoso.
Mas eu não tive tempo... assim que peguei a chave, UM RAPAZ FEIO E MALTRAPILHO SE MATERIALIZOU NA MINHA FRENTE, PORTANDO UMA FACA GIGANTE E ME ASSALTOU.

Legal, né? Eu fiquei com mais medo de morrer de tétano do que da facada em si...

Agora, como a má sorte nunca é pouca, nesse dia eu tinha chegado de viagem, direto de Cabo Frio pro Rio. Não passei em casa, fui pro trabalho de mala e cuia e, de lá, pro dentista e, de lá, pra pós e, de lá, pras barcas e, de lá, pro Merguçhão, pra ser assaltado... Assim, estava TUDO na minha mochila: mp3 player, celular, carteira e a minha linda e semi-nova máquina digital. Isso só acontece comigo!

terça-feira, setembro 11, 2007

EU VOU DE ESCADA

A coisa está tão preta pra todo mundo que cada um se defende dos meliantes como pode:



Sim, pessoas! Isso, na foto, É UMA ESCADA PRESA A UMA PLACA DE SINALIZAÇÃO COM UMA CORRENTE DE BICICLETA! Eu achei isso tão engraçado que fui correndo em casa buscar a máquina fotográfica pra poder registrar pra sempre essa coisa tosca! Eu não mereço isso...

sábado, setembro 08, 2007

INDEPENDÊNCIA





Agosto passou, mas deixou rastro... será que é emenda de maldição do mês do desgosto com um princípio adiantado de inferno astral? Porque esse início de setembro também não anda nada agradável!

É que, afora algumas pequenas decepções de ordem pessoal e uma perspectiva de cortes nos salários (incluindo o meu), não viajei pra Cabo Frio pra poder prestigiar o casamento de uma amiga aqui no Rio. Até aí, nada muito sofrido.

Mas o martírio começa: a maioria dos meus amigos está fora do Rio. Quem ficou por aqui, ou tava ocupado ou tava 'casado'. Ou seja, fiquei abandonado!

Daí, resolvi confraternizar com outros amigos solteiros como eu e caímos na noitada na quinta. Só que, daí, nessa sexta, dia da independência de nosso país, percebi o quanto somos extremamente dependentes de contatos: fiquei sem internet e sem telefone em casa.

Tudo estaria mais ou menos salvo em termos de manter contato porque eu ainda tinha o meu celular. Reparem bem no verbo: TINHA! Fui à praia com um dos poucos amigos disponíveis e, num dado momento de distração, ALGUM FILHO DA PUTA ROUBOU MEU CELULAR! Muito ódio nesse meu coração gelado!

Isso só acontece comigo: sozinho, ilhado e incomunicável num feriadão! De jeito que as coisas andam, já estou começando a querer que 2007 acabe logo!

sexta-feira, outubro 27, 2006

FELIZ ANO VELHO!





Mesmo tendo deixado Cabo Frio pra estudar em Campos dos Goytacazes, mantive o máximo de contato possível com vários amigos da minha antiga escola. Tanto é que, num revéillon desses da década de 1990, eu resolvi passar a virada do ano com eles. Isso já deve ter uns 10 anos!!

Na hora marcada, beijei meus parentes queridos, desejei-lhes um feliz ano novo e fui encontrar meus amigos num churrascão pra, depois, irmos pra Praia do Forte ver a queima de fogos!

Já na praia, depois de um certo tempo, uma amiga do Andrézinho passou mal e resolvemos levá-la pra casa dele. Formamos um time: eu, Andrézinho e Terli. Daí, fomos carregando a menina alcoolizada e semi-desmaiada. Apesar dos meus protestos, resolvemos ir pela praia pra "cortar" caminho e pra jogar água na cara da desmaiadinha...

Obviamente, algo tinha que dar errado: andando pela praia, medianamente arrumados, FOMOS ATACADOS POR UM GRUPO DE 8 RAPAZES! Enquanto Terli correu pra buscar ajuda, os caras bateram no André, enquanto eu defendia a infeliz que tava desmaiada!

O pior de tudo é que o prejuízo foi todo meu: SÓ EU FUI ROUBADO! Além de levarem meus tênis, os bandidos levaram um relógio G-Shock que meu pai havia me dado no Natal, o único presente bom e caro que meu pai havia me dado na vida! Isso só acontece comigo!

*****





Andrézinho e Terli se casam amanhã! Depois de tanto tempo, isso merecia uma queima de fogos!
Eu vou ser padrinho... dela! Eles saíram no tapa pra decidir quem ia ter a honra da minha presença a seu lado no altar, e ela se deu bem - porque ela tem 3 irmãs mais velhas, madrinhas de casamento por obrigatoriedade de laço familiar, o que deu a Terli o provilégio na escolha dos padrinhos!

O mais engraçado é que eu, o padrinho, só fui avisado do casamento por telefone, há cerca de 1 mês! Só fui ver o meu convite na semana passada!

Esses meus amigos... :D

segunda-feira, julho 24, 2006

MADRUGADA





Quando a MariPepper vem ao Rio, me descubro uma criatura notívaga... e nesse fim de semana não foi exceção. Nós saímos e nos esbaldamos na noite carioca!

No sábado, estávamos eu, MariPepper e Didhy Müshelie Hollywood, na madruga boladona, recém-saídos da The One Club ("bebida liberada" são palavras mágicas nas vidas dos meus amigos), estávamos com o fogo do inferno do corpo e resolvemos ir pra Praia de Ipanema, onde supostamente estaria rolando uma rave. Pegamos o primeiro 474 que apareceu.

Havia uma certa comoção entre uma senhora e o trocador do ônibus. Imaginei que a senhorinha havia dado alguma espécie de 'desfalque' ou que houvesse algo com ela. Ledo engano. Os ouvidos atentos de MariPepper captaram a situação: O ÔNIBUS TINHA SIDO ASSALTADO DOIS PONTOS ANTES DE ONDE A GENTE HAVIA SUBIDO. E a comoção se deu porque a senhorinha se recusava peremptoriamente a colaborar como testemunha do assalto...

Às vezes eu realmente me sinto sortudo... mas como a sorte sempre dura pouco na vida deste ser que vos escreve, ao chegarmos na Praia de Ipanema não havia nem vestígio de rave! Eu não mereço isso...