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quarta-feira, janeiro 17, 2007

EMBROMATION





Antes que me acusem de elitista ou de chato de galocha, já digo logo: não acho que as pessoas tenham que saber falar bem uma determinada língua, a não ser a sua própria. Mas eu acho que um pouquinho de esforço pra aprender não é nada muito desgastante. Eu, por exemplo, nunca estudei inglês (a não ser o da escola) ou espanhol, não sou versado em nenhuma das duas linguagens, porém me viro bem na hora de falar com alguém ou escrever...

... o que é diferente, por exemplo, de ganhar a vida cantando em inglês. Se você se propõe a ganhar a vida com sua bandinha de rock, você tem que (1) saber cantar e (2) dominar razoavelmente o idioma em que está cantando.

Isso posto, estávamos eu, MariPepper, TatiLeite e Renata, sentados no Chez Michou do Canal, em Cabo Frio. Papo animado, girando em temas diversos, desde os mais inocentes até os mais tórridos - meus preferidos! Num barzinho próximo, uma bandinha tocava uns rocks até legais, estragados pelo cantor que NÃO CUMPRIA NENHUM DOS REQUISITOS QUE CITEI, ou seja, não só não cantava bem em inglês com não cantava bem e ponto!

Num dado momento, quando o incômodo é tão grande que você nao consegue prestar atenção em outra coisa, fui conferir a versão dele pra "smells like teen spirit", uma deliciosa canção do Nirvana, quem tem como um dos trechos principais o seguinte: "With the light out it's less dangerous / here, we are now, entertain us / I feel stupid and contagious / here, we are now, entertain us / A mulatto, An albino / A mosquito, my libido / A denial / A denial / A denial".

Vocês têm noção das coisas bizarras que o homem 'cantava'? Se não têm, forneço coisas bizarras que nossos ouvidos aguçados pareciam captar: "the saladon, on the table / here miau-au, on the table / like a estupro, on the table / here miau-au, here miau-au / ai, mulambo! ai, albino! / i'm a killer! entupidow! / ai, balaio! / ai, mariah! / i'm a lion"!

No fim, quando ele disse que ia cantar HÉLICE CHÊNDJE (alice in chains), eu tive certeza de que isso só acontece comigo!

segunda-feira, dezembro 18, 2006

YESTERDAY
parte 06














Sotaques são engraçados! A gente nota que, dentro do Brasil, embora todos falemos a mesma língua, temos uma série de regionalismos e modos diferentes de falar.

No resto da América, acontece o mesmo. Cada país e cada região tem suas particularidades na hora de soltar o espanhol. E por causa de uma peculiariade dessas é que eu e meus amigos tivemos crises de riso pouco antes do começo do show da Shakira.

Fizemos amizade com duas menininhas argentinas, que estavam atrás de nós nas arquibancadas. Daí, começamos a fazer perguntas sobre o show da Shakira no dia anterior. Só que, pra mim, 'ontem' em espanhol também era 'ontem'. Então, quando perguntávamos às meninas sobre o show de 'ontem', elas ficavam sem entender. Até que uma delas perguntou o que significava 'ontem' e eu disse: "o dia antes de hoje"

Elas compreenderam na hora e disseram: "Ayer". Só que, como cada lugar tem o seu sotaque, pra nós, isso soou como 'a-xér'. Então, o diálogo foi o seguinte:

Menina #1: - Que es 'ontem'?
Andreh: - Lo dia antes de hoy!
Menina #2: - Ah... si... Ayer!
Júnior: - A Cher???
Mr. Stihl: - A CHER fez show aqui, ontem?
Andreh: - A Cher fez show aqui, ontem com a Shakira?

Ficamos vários momentos tentando entender o que a popstar Cher estaria fazendo na Argentina, numa sexta-feira, cantando com a Shakira - e porque não estávamos no show de sexta - quando uma das meninas entendeu a nossa confusão e nos esclareceu o mal entendido... Isso só acontece comigo!

sexta-feira, dezembro 01, 2006

MAGAMALABARES





No feriado de Zumbi dos Palmares, dia da Consciência Negra, fui para a Lapa, nos shows de Beth Carvalho e da Orquestra Imperial (com participação do Luiz Melodia). Além dos ótimos shows e do festival de gente bizarra que comparece nesses eventos gratuitoa, rolou até um pessoal brincando com malabares de fogo... DO MEU LADO! Mêda, mãe!

Além disso, ainda rolou salsichão semi-cru e algodão doce tão compactado que estava duro! Isso só acontece comigo!

Carreguei a Tati e o Thiago comigo e ainda tive a grata de surpresa de encontrar com Mutatches e Mishelly Aparecida. Daí, obviamente, só saiu merda!

* * * * *

BETH FRÍGIDA





Mutatches: - AdÓro Beth Caralha!
Mishelly: - Beth Caralha, me como com sua cinta-carvalho!
Andreh: - Meth Carvalho! Meeeeeeeeth!

* * * * *

ZOOMBIE





Locutor: - No dia da Consciência Negra, VIVA ZUMBI!
Todos: - Viva!
Andreh: - Viva o VAMPIRO!
Nós: - Viva!
Andreh: - Viva o LOBISOMEM!
Nós: - Viva!
Andreh: - Viva a MULA SEM CABEÇA!
Nós: - Viva!
Andreh: - Adoro manifestações folclóricas!

* * * * *

BEBIDA É ÁGUA





Vendedor #1: - Alô, Skol!
Mutatches: - É engano, porra!

Vendedor #2: - Skóis! Quem quer skóis?
Andreh: - Eu só bebo Schincarióis!

segunda-feira, maio 08, 2006

LOST IN TRANSLATION






Volta e meia, cito aqui alguma história do Alexandre, um dos meus amigos do trabalho. Dessa vez, vai mais uma coisa interessante que aconteceu com ele. O rapaz mantém um fotolog, onde posta quase diariamente fotomontagens de modelos/atrizes/cantoras/desconhecidas com roupas de super-heroínas. Para não perder as fotos, o Alexandre também as armazena num site pessoal, a título de "arquivamento" mesmo.

Daí, um gringo descobriu o site do Alexandre e resolveu congratulá-lo. O mais legal é que o gringo resolveu se comunicar com o Alexandre não em sua língua natal (o inglês), mas na língua do Alexandre, o português! Como ele não sabe lhufas de português, ele teve a brilhante idéia de ESCREVER O TEXTO EM INGLÊS E USAR UM TRADUTOR AUTOMÁTICO PRA COLOCÁ-LO EM PORTUGUÊS! Eu não mereço isso...

O resultado:

Hello,
perdoe por favor meu Portugese. Eu estou nos U. S.. Eu estou usando um tradutor em linha. Eu tenho-me transformado recentemente um ventilador de seu local. Eu olho para a frente a Marvelinas novo, como eu os chamo. Eu quero saber se você fizer exame de pedidos. Eu uni um retrato que fosse consideravelmente fácil de se vestir acima como o Angel dos X-Men. Talvez o traje original ou o traje azul ou vermelho de X.Com o filme novo que vem para fora em um par das semanas aqui nos U. S.. Eu penso que seriam puros.
Appriciate I seu local.
Obrigado,
Mr. "I Won't Tell The Name"

Foi engraçado, quase trágico... mas admito que foi uma ótima iniciativa!

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

COLONIALISMO





Volta e meia a gente percebe o quanto é colonizado. Usamos uma série de palavras e/ou expressões de origem internacional. E cada vez mais o inglês toma conta de vários aspectos de nossas vidas. Então, é comum a gente encontrar estrangeirismos ou demorar pra pensar como dizer em português algo que está em inglês na nossa cabeça...

... mas isso não é desculpa para a pérola que foi publicada em 23/01/2006, no JB:

(...) Kirchner deixou claro de que lado da disputa estará. 'Todos os irmãos e irmãs do Brasil podem sentir-se orgulhosos do presidente que têm', disse, em um discurso UNUSUALMENTE elogioso a Lula.

Eu não mereço isso! UNUSUALMENTE?? Gente, essa palavra não existe! O redatorzinho provavelmente achou o texto em inglês em algum outro jornal, mandou traduzir automaticamente e colou essa bodega assim mesmo, mal traduzida, sem nem se dar conta de que UNUSUAL, em português, significa (livremente) INCOMUM, e que não existe uma palavra cognata (nem falsa cognata)! É por isso que esse jornal tá falindo! E o país também!

sábado, janeiro 21, 2006

O AMOR E O PODER

Acabei de chegar do ótimo show do Lulu Santos na Praia de Copacabana e me lembrei de uma história recentíssima. É que me envolvi numa odisséia num desses domingos de fazer inveja às personagens de Homero. Tudo começou numa sexta-feira, quando recebi o seguinte torpedo da Tati: "Domingo, às 18h, show GRÁTIS da ROSANA no Carioca Shopping. Vamos?"





Nem precisava perguntar, eu iria de qualquer maneira! Daí, fiz todo um cálculo altamente cronometrado pra sincronizar todos os passos, desde a minha saída de Cabo Frio até a minha chegada no shopping. Mas, com a sorte absurda que eu tenho, tudo deu errado. Um mero atraso de 10 minutos na saída de Cabo Frio acabou se tornando em UMA HORA DE ATRASO NA CHEGADA NO SHOPPING! Isso só acontece comigo!

Me programei pra pegar o ônibus das 14h pro Rio. Daí, com 30 minutos de engarrafamento, eu chegaria às 17h, a tempo de pegar 173 pra minha casa e, às 17h30 estar rumando pro metrô e, conseqüentemente, pro show da Rosana no Carioca Shopping, por volta das 18h15 (levando em conta que esses shows SEMPRE atrasam).

Mas como tudo dá muito errado, perdi o ônibus das 14h. Peguei o de 14h10, que saiu da rodoviária de Cabo Frio pontualmente às 14h15. E veio catando todos os cornos malditos no caminho entre Cabo Frio e Araruama. Sei que só cheguei na Rodoviária Novo Rio por volta das 17h15 e, é claro, perdi um 173 que tinha acabado de sair. Peguei o maldito do 173 das 17h20 e só cheguei em casa às 17h45 - show do Babado Novo no Aterro do Flamengo também atrapalha o trânsito em Laranjeiras... Foi o tempo só de deixar as minhas coisas em casa e correr pro metrô.

O metrô estava anormalmente rápido, cheguei no Carioca Shopping em cerca de 40 minutos.... em compensação, na linha 2, o ar condicionado estava quebrado. Desembarquei no shopping, então, num estado tétrico: cansado de viagem, suado, fedorentinho... mas perseverei e vi a Rosana no palco. Encontrei a Tati e vivemos momentos de alegria, diversão e nostalgia! O ápice foi a platéia cantando "nem um toque" tão alto que abafava a voz da cantora!

E quando ela começou a cantar clássicos 'disco', como "it´s raining men" e "we don't need another hero" em embromation? Me senti realizado! Fora a Tati, contando todas as pessoas que usavam bonés de paetês!! Além disso, voltei no tempo quando a Rosana usou todo seu gestual - aquelas mãozinhas escrotas - cantando "o amor e o poder"!

Azar pouco é bobagem, sobretudo na hora de voltar. Resolvi dar um tempo na casa na Tati e, por volta das 22h15, voei pro metrô. Comprei meu bilhetinho e fiquei séculos esperando um dos carros aparecer. Esse, pelo menos, tinha ar condicionado funcionando!

Desembarquei no Estácio - estação de transferência para a linha 1, o desembarque é obrigatório! - pontualmente às 23h01. E lá mofei por 15 minutos até aparecer um carro... APAGADO! Mais 5 minutos se passaram e vem um comunicado: O METRÔ HAVIA ENCERRADO SUAS ATIVIDADES! Ou seja, quem andou, andou, quem não chegou ao seu destino, que se vire!

Fiquei possesso, virei o próprio Shrek com o povo do Metrô! Cara, e se eu não tivesse dinheiro comigo pra pegar um ônibus até Botafogo? Fiz um escarcéu lá dentro, toquei o rebu, reclamei até com as paredes! Por fim, depois de meia hora discutindo com aquele bando de incompetentes, preenchi um formulário de reclamação, peguei minha cópia do formulário e, ÓBVIO, VOU PROCESSAR ESSA PORRA DE METRÔ RIO!

Ainda tive que andar naquele lugar ermo e feio do Estácio até achar a Av. Presidente Vargas e esperar passar um maldito dum 438 ou 434 pra voltar pra casa... Esse 2006 mal começou e já tá me estrepando! :P

sexta-feira, setembro 02, 2005

MAN AT WORK - parte 09





Para alguém que nunca fez um cursinho, meu inglês até é pretty good! Não que eu saiba muita coisa. Leio bem, entendo o idioma e, quando eu estou inspirado, até imito sotaques (britânico, jamaicano, islandês, texano, 'chicano'), mas de brincadeira. Só que eu não tenho segurança pra escrever e muito menos para falar. And I don't give a damn!

Porém, me incomoda os ouvidos quando certas palavras são pronunciadas in a wrong way. Em português, me irrita ouvir, por exemplo, palavras distorcidas como rÚbrica, laRgatixa, POBREMA, bicicReta e outras. Algumas a gente até tolera por causa do regionalismo (como o clássico MERMU). E eu sinto a mesma coisa, a mesma revoltinha besta quando assassinam um pouco do inglês.

Eu sei que, no Brasil, nenhum de nós tem a obrigação de saber inglês, muito menos de falar essa língua sempre de maneira correta. Mas me incomoda horrores quando vejo gente culta e/ou erudita - algumas até posudas - falando errado... e em inglês! For Xhrist sake!

Me dei conta disso quando fazia um cursinho de programação, cortesia da equipe de treinamento da empresa onde trabalho. It's oh so boring... Mas a pior parte do curso é quando o professor escorrega na pronúncia de certos comandos/conceitos.

A cada |MÍNUS| que o professor fala, eu tenho que me controlar pra não corrigir... falo pra mim mesmo "é |MÁINUS|". O sacrilégio maior é quando o cara enche a boca pra falar sobre o conceito de |ALÁIAS|. O 'nerd' dentro de mim luta pra se libertar e - em nome de Jennifer Garner - gritar "é |ÊILIAS|"! It's a hard knock life... Porque, realmente, nessas horas é difícil de refrear meus impulsos didáticos de correção! Isso só acontece comigo!

Ó-BÊ-ÉSSE:
1- Tissa, lembra das nossas clássicas aulas de AUTOCAD? Lembra dos comandos |SÊIVE AIS| e |DÚBI LÁINE|? Ô, life!

2- Gentes, eu realmente ando meio atolado. Tô tentando desatolar aqui. Então, não pensem que eu sou mau, feio e bobo, nem que eu abandonei vocês. Vou tentar responder aos comentários daqui e, na segunda-feira, volto com força total às minhas visitas aos blogs de vocês!