segunda-feira, março 31, 2008

COISAS DO INTERIOR
parte 10






Por mais que a gente ache que a violência é um fenômeno urbano e mais proeminente nos grandes centros, é algo que está mais que generalizado. E há muito tempo!


Afinal, já disse que me roubaram um relógio na praia de Cabo Frio, bem como contei dos ladrões que reviraram a casa de vovó. Até refém eu já fui!

Fugindo um pouco do litoral, adentrando o estado, também fui assaltado várias vezes quando ainda era um jovem estudante secundarista - e, depois, universitário - em Campos. Certa vez, estava eu andando pelas ruas, escuras e desertas e... nada aconteceu.

Quando cheguei na esquina da minha casa - a pensão de D. Mariquita - de frete para uma pequena garagem de ônibus urbanos, depois rapazes me cercaram, de bicicleta, portanto facas e ROUBARAM TODO O DINHEIRO QUE EU TINHA: CINCO REAIS!

Cerca de 1 mês depois, perto do Palácio da Cultura, um rapaz RESOLVEU ME ASSALTAR COM UM ESTILHAÇO DE GARRAFA E LEVOU TODO O DINHEIRO QUE EU TINHA: CINCO REAIS! O descaramento foi tanto que ele me roubou em plena luz do dia, na frente de um lugar cheio de policiais!

Resolvi, então, não andar mais com dinheiro nos bolsos. Andava com o dinheiro dentro de um tubo de Redoxon, dentro da mochila. Quando estava sem mochila, o dinheiro ficava preso no cós da calça ou da bermuda. Daí, fui assaltado na esquina da faculdade, por dois rapazes da favela dos fundos. Como não encontraram dinheiro - eu não pagava ônibus, tinha gratuidade - RESOLVERAM LEVAR MEU ÚNICO BEM: UM RELÓGIO, COMPRADO NO CAMELÔ A CINCO REAIS! Isso só acontece comigo!

segunda-feira, março 24, 2008

UM LADRÃOZINHO DE MERDA
parte 09






Essa história aconteceu com um colega da pós-graduação, xará meu. Achei engraçada a coincidência, pois ele me contou nesse momento em que estou falando de assaltos estranhos e que alguém deixou um comentário com tema similar ao desse assalto.

Há alguns anos, o André Ben-Hur caminhava lépido e fagueiro pelo centro do Rio de Janeiro. Seu passeio pelo centro não era turístico: tinha que fazer uns exames por lá.

Ao atraavessar a rua Rio Branco - uma das principais e mais movimentadas do centro do Rio - um garotão chegou junto. Abordou o Ben-Hur e pegou o saquinho que ele carregava.

Nisso, o cara abriu a sacolinha e DEU DE CARA COM DOIS POTINHOS UTILIZADOS PARA COLETAR FEZES. Ambos os potes continham o material. Daí, o ladrãozinho de merda simplesmente DEVOLVEU A SACOLA AO BEN-HUR!

Não satisfeito, ainda pediu algum dinheiro, um trocadinho. Como o Ben-Hur não tinha, o cara ainda teve o descaramento de pedir cigarros pra ele. Mas o Ben-Hur estava em seu último cigarro. E o ladrão? LEVOU SÓ A GUIMBA DO CIGARRO QUE O BEN-HUR ESTAVA FUMANDO.

E, aposto, tanto o Ben-Hur quanto o ladrão saíram dessa história pensando: isso só acontece comigo!

segunda-feira, março 17, 2008

TOMA LÁ DA CÁ
parte 08






Certo dia, a amiga Clara estava paradinha no ponto de ônibus, em frente ao Rio Sul, esperando algum coletivo para ir a Niterói, pois havíamos combinado com uma galera de ir pra lá, fazer uma bagunça na casa da Tissa.

Na pressa, Clara saiu de casa com apenas R$5, suficientes para a passagem de ida, na expectativa de poder tirar mais $$$ em algum caixa eletrônico próximo ao seu destino. No ponto, meio deserto, um rapaz aborda a Clara...

Ladrão: - Isso é um assalto!
Clara: - ...
Ladrão: - É melhor não reagir, nem gritar!
Clara: - ...
Ladrão: - Passa a grana, tia! Passa a grana!
Clara: - Mas eu só tenho R$5, pra pegar o ônibus.
Ladrão: - ...
Clara: - ...
Ladrão: - Ok. Me dá os R$5, que eu te dou o da passagem!

Sentiram o drama? O LADRÃO DEIXOU TROCO, PRA CLARA PODER IR EMBORA! E quem disse que ladrão não tem bom coração?

É claro que ele deixou pra ela apenas R$2. Daria pra ela pegar um ônibus para qualquer lugar dentro do Rio de Janeiro, mas nem dava pra pegar o ônibus que ia pra Niterói (a R$2,90, na época)...

segunda-feira, março 10, 2008

REFÉM DO SILÊNCIO
parte 07





Agora, vai uma história de assalto, que conteceu há mais de 10 anos. Meu irmão Felippe sempre foi dessas pessoas aficcionadas por marcas. Enquanto eu me contentava com uma camisa bonita qualquer, as dele só podiam ser da Ellus, Forum, Armani.

Daí que virou febre em Cabo Frio usar roupas, calçados e acessórios de uma loja chamada Aquabordo. E o 'fashionista' do Felippe resolveu que se vestiria de Aquabordo da cabeça aos pés. Os preços não eram proibitivos, mas eram meio salgados, embora os produtos fossem de boa qualidade.

Depois de uma coleção de calças, camisas e cintos da Aquabordo, Felippe resolveu comprar um tênis de lá. Passou uns 3 meses guardando uns trocados e resolveu comprar o tênis. Como bom irmão que sou, fui acompanhá-lo. E, além disso, ainda pegamos nosso primo Davi, na época com 7 anos, pra ir conosco, passear um pouco pelo centro de Cabo Frio - depois, é claro, de ouvir todas as mil recomendações de cuidado da mãe do Davi.

E fomos os 3, passeando por Cabo Frio. Paramos na frente da filial da Aquabordo no centro, olhamos a vitrine, falamos brevemente e entramos na loja...

... para sermos surpreendidos por um rapaz, de arma em punho, que rendeu a gente!
Sim, senhoras e senhores, NÓS ENTRAMOS NA LOJA NO MEIO DO ASSALTO! Eu achei aquilo tão absurdo que cheguei a reclamar, achando que era o segurança da loja fazendo alguma brincadeira boba! Isso só acontece comigo mesmo, ficar pensando esse tipo de idiotice dos outros!

Fomos levados, os 3, para uma das cabines de e lá ficamos, com mais outras 2 pessoas. O pobre do Davi tremia tanto! Mas foi valente até o fim: não reclamou, nem chorou, não deu um pio sem ser solicitado. E a nossa grande preocupação era mesmo com ele, uma criança de 7 anos no meio de um assalto. Ainda bem que tudo deu certo e pudemos voltar pra casa.

Quanto ao tênis, por sorte não levaram o $$$ do Felippe - as nossas caras de pobre devem ter contribuído pros ladrões acharem que entramos na loja só pra 'assuntar' - e nos dirigimos, alguns dias depois, para outra filial da loja, onde o compramos.

segunda-feira, março 03, 2008

QUANDO EU CHEGUEI TUDO TUDO TUDO ESTAVA VIRADO
parte 06





De uma certa vez, quando eu era quase adolescente e ainda morava em Cabo Frio, fui à casa de minha avó. Era algo super costumeiro, pois vovó é quase vizinha - mora a duas casas de distância - e eu sou um neto muito prestativo. Nesse dia específico, eu tinha me comprometido a ir ao mercado para ela.

Daí, após avisar a minha mãe de meu destino, rumei pra casa de vovó. A casa estava toda aberta, janelas escancaradas e com algumas coisas do lado de fora, no quintal, empilhadinhas, como se fosse numa limpeza.

Assim que entrei, ouvi um barulho de gente saindo. Olhei pra fora, e não vi ninguém. Julgando que fosse um truque da minha cabeça doida, resolvi entrar. Então, me deparei com uma cena dantesca: móveis abertos, pilhas de roupas empilhadas, coisas reviradas, a televisão e o aparelho de som em cima de uma mureta, gavetas fora dos armários, tralhas fora do lugar...

Depois de encarar essa cena que parecia o resultado de um tornado muito nervoso, me peguei pensando: "nossa, vovó devia mesmo estar necessitada de ir ao supermercado, porque LARGOU A FAXINA PELA METADE E DEIXOU A CASA TODA ABERTA". E sentei no sofá, esperando vovó aparecer, pra me dizer o que queria de mim...

Depois de 5 minutos sentado, no meio daquele caos, lendo um gibi da Turma da Mônica, minha mãe chega na casa de minha avó. Ela havia se lembrado que minha avó tinha saído pra caminhar na praia mais tarde do que de costume e que, provavelmente não tinha chegado em casa ainda. Ao chegar na casa, mamãe fica atônita com a cena. Muito mais esperta que seu filho loiro - no caso, EU - ela se dá conta de que AQUELE FURDUNÇO TODO TINHA SIDO UMA FRUSTRADA TENTATIVA DE ASSALTO!

E toca a chamar polícia, bombeiros, vizinhos etc. e eu, idiotizado, só pensando que isso só acontece comigo: confundir um assalto com uma faxina! E só não falo mal da minha sorte porque, provavelmente, o bariulho que ouvi quando cheguei era dos ladrões fugindo sem levar (quase) nada! E a besta aqui achando que era nada!

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

EL RELOJ
parte 05






Meu pai não costuma me dar presentes. E, quando dá, não costuma ser algo que preste. No Natal, por exemplo, ele me deu uma camiseta branca, o que é duplamente errado, já que eu não gosto de roupa branca e não uso camisetas... Ainda por cima, é dessas camisetas no estilo "fui a Cabo Frio e lembrei de você" - e eu sou de lá, porra!

Tem vezes em que papai está muito inspirado pra dar presentes, sendo ou não época de dá-los. Já me deu bons aparelhos de celular, muitos brinquedos na infância etc. Só que reparei que, no Natal, se meu pai me dá algo muito bom, é sinal de mau agouro! E assalto na certa!

Já contei aqui que fui assaltado no início deste ano e me levaram a câmera digital. Dentro dela, havia um cartão de memória, presente de Natal dado por papai.

Mas, 10 anos antes disso, meu pai me presenteou com um relógio. Ele tem uma coleção de relógios, cada um mais lindo que o outro. Naquele Natal, ele abriu sua maleta de relógios e deixou que cada um escolhesse seu relógio. Eu peguei logo G-Shock ORIGINAL (como o da foto ilustrativa deste post), de caixa metálica, digital, algo inimaginável (e muito caro) até então.

Usei o relógio apenas no Natal e guardei-o, para usar em ocasiões especiais (festas, casamentos, batizados, formaturas, bar mitzvah, enterro, aniversário da Xuxa). E, é claro, resolvi usar o relógio na virada do ano. Passei na praia de Cabo Frio, com vários amigos.

No fim da noitada, eu e um casal de amigos carregamos uma amiga deles, bebaralhaça, para a casa. No caminho, à beira da praia, fomos abordados por um grupo de 8 a 12 indivíduos, que nos imobilizaram - não foi muito trabalhoso com a bêbada desmaiada - e nos roubaram. Fora uns trocados dos outros, que mais se deu mal fui eu: LEVARAM MEU TÊNIS NOVO E MEU SUPER-DUPER-HIPER-RELÓGIO, dado por papai.

Voltei pra casa com minha característica expressão de que isso só acontece comigo e, depois de ser lindamente consolado por minha família, ganhei um reloginho de camelô do meu pai, pra não ficar muito triste...

... bem que ele podia me dar, agora, um outro cartão de memória! Ou um mp3 player!

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

PIMP MY RIDE
parte 04






Dando continuidade à série de história sobre roubos e furtos, vou contar uma das que mais gosto. Um dos meus amigos do trabalho, o Carlos André, comprou um Corsa Sedan em 2004. Estava alegre e satisfeito com o carro, fruto de seu trabalho duro.

Em 2005, sua esposa, a Júlia estava voltando da escola com o filho deles. Quando ela se preparou para estacionar o carro, quase na entrada de sua casa, um carro atrás dela começou a fazer um estardalhaço com a buzina. Ao desviar para dar passagem para outro carro, o carro não passou.

O motorista desceu do carro, acompanhado de 3 amigos, rendeu a Júlia e, na cara de pau, roubou o carro. Pelo menos deixaram o pobre do Robertinho tirar seu material escolar da banco traseiro.

Depois de todos os procedimentos tomados para acalmar a Júlia e para recuperar o carro, o Carlos André foi contactado, pois seu carro foi encontrado no dia seguinte. Tudo estaria muito bem se não fossem por duas surpresinhas. Em primeiro lugar, os assaltantes levaram as rodas do carro. Eram novinhas, menos de um ano de uso!

Mas, para compensar, deixaram um presentinho... a cereja do bolo foi O CADÁVER QUE ENCONTRARAM NO PORTA-MALAS!

Depois de resolverem os problemas burocráticos, do carro ter sido rebocado para um depósito da polícia em GARDÊNIA AZUL, o carro sem rodas (e, agora, sem bateria - roubada no pátio da delegacia, por uma 'gangue' montada pela equipe que fazia o serviço de rtemoção para a polícia), o Carlos André teve um gasto imenso pra consertar o carro.

E, é claro, se tornou o xodó da família - até porque carro roubado e depredado vale menos no mercado. Toda vez que relembramos essa história, dá pra ver na cara do Carlos André o pensamento: "isso só acontece comigo"!

terça-feira, fevereiro 12, 2008

BOLO
parte 03






Há cerca de 2 anos, meu primo Carlinhos resolveu, como de costume, comemorar o dia de Cosme e Damião em grande estilo. Planejou uma baita festa, gastou um $ legal contratando um rapaz pra tocar na festa, outros $ com a decoração do local, mais $ com os comes e bebes. E o mais importante, para ele: um bolo ENORME! Tudo no intuito de agradar a criançada do bairro, sobretudo as mais necessitadas.

No dia da festa, ele mandou a mãe e um amigo irem de carro - um Scenic - pegar o bolo na casa da confeiteira, uma senhorinha muito simpática, amiga da família há anos. Após pegar o bolo e tomar um trajeto para casa, o Scenic contendo o motorista, minha tia e o bolo foi fechado por duas Kombis - ô veículo maldito! Das Kombis, descem cerca de 10 homens, armados até os dentes. Apontam as armas para o carro e gritam para todos saírem.

Minha tia e o rapaz saem do carro, de mãos para o alto. O bolo fica. Os bandidos, mexem e remexem, gritam entre si, discutindo... mas sempre apontando as armas pra minha tia e para o rapaz (mas não para o bolo). Mais discussão, gritos e os bandidos anunciam que vão levar o carro.

Minha tia se desespera: é a festa das crianças e o bolo vai ser roubado. Preocupadíssima com essa situação, ELA RESOLVEU NEGOCIAR COM OS BANDIDOS PARA ELES, PELO MENOS, DEIXAREM O BOLO!

Pediu, implorou, com as mãozinhas juntas como em oração, olhinhos revirando, que os bandidos levassem tudo, exceto o bolo. Eles se entreolharam, discutiram, gritaram, se estapearam e, por fim, falaram pra pobre velhinha: "aê, minha tia, pegao bolo logo que a gente qué vazá"!

E partiram, deixando o rapaz e minha tia, em plena Av. Brasil, às 16h, com o sol a pino, sem carro, sem celular, sem dinheiro e com um bolo, com ambos pensando: "isso só acontece comigo"!

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

TOP TOP
parte 02






Dia desses, estava eu conversando com o povo do trabalho, falando sobre essas manias que as pessoas têm de se ligar absurdamente em marcas e modismos. Em especial, falamos dessa necessidade de ostentação que muitas dessas pessoas apresentam.

A moda, agora, é passear com essas mochilas especiais para laptop!
Toda pessoa de alma suburbana, que gosta de ostentação, tem uma mochila dessas.
Não precisa nem ter laptop: basta usar a mochila que todos pensarão que você é rico/chique/elegante/fino/poderoso/influente, pois ali, na mochila, deve ter um laptop, que é coisa de gente rica/chique/elegante/fina/poderosa/influente.

E foi pensando assim que um ladrãozinho de deu muito mal. Ele viu um rapazinho - este rapazinho é filho do melhor amigo de um colega de trabalho, que foi quem me contou essa história - andando tranqüilamente pelas ruas da Tijuca, com uma mochila de laptop. Não pensou duas vezes: foi lá e roubou a mochila do rapaz. SÓ QUE NÃO TINHA NADA DENTRO DA MOCHILA, A NÃO SER UMA AGENDA VELHA!

Adoro quando a vida prega essas peças em vigaristas...

terça-feira, janeiro 29, 2008

OLHA A FACA!
parte 01





Baseado em fatos reais e recentes, tô inaugurando uma série de posts, pra contar histórias de assaltos. Algumas são divertidas, outras nem tanto...

Resolvi começar pelo mais recente assalto: o que me levaram tudo!
Na primeira sexta-feira de 2008, estava eu, feliz da vida, saindo da pós.
Fui levar uma amiga minha na estação das barcas, pra ela poder voltar pra casa, feliz, alegre, saltitante e segura.

E segui meu caminho!
Eu tinha acabado de descer a escadaria do Mergulhão da Praça XV, tirando moedas do meu bolso, pra pdoer pagar o ônibus, quando minhas chaves caíram.
Daí abaixei para pegá-las e esse foi o meu erro.
Pois, normalmente, a primeira coisa que faço quando desço no Mergulhão é verificar se (1) há pessoas e (2) não há ninguém potencialmente perigoso.
Mas eu não tive tempo... assim que peguei a chave, UM RAPAZ FEIO E MALTRAPILHO SE MATERIALIZOU NA MINHA FRENTE, PORTANDO UMA FACA GIGANTE E ME ASSALTOU.

Legal, né? Eu fiquei com mais medo de morrer de tétano do que da facada em si...

Agora, como a má sorte nunca é pouca, nesse dia eu tinha chegado de viagem, direto de Cabo Frio pro Rio. Não passei em casa, fui pro trabalho de mala e cuia e, de lá, pro dentista e, de lá, pra pós e, de lá, pras barcas e, de lá, pro Merguçhão, pra ser assaltado... Assim, estava TUDO na minha mochila: mp3 player, celular, carteira e a minha linda e semi-nova máquina digital. Isso só acontece comigo!

quinta-feira, janeiro 24, 2008

MAIS UM ANO VAI...

... e eu já estava esquecendo que este blog completou, nesta semana, 5 anos de existência!




Juro que, se eu tivesse tempo, $$$ e disposição, dava uma festa!

E, é claro, isso só acontece comigo: passar um tempo esperando por uma dat comemorativa com esta e ESQUECER DE COMEMORAR OS 5 ANOS DO PRÓPRIO BLOG!

Anyway, parabéns para TODO NÓS!

domingo, janeiro 20, 2008

DE VOLTA PRA CASA





Depois do sofrimento na estrada no retorno de Volta Redonda, todo mundo no meu trabalho ficou brincando que meu azar era o culpado pelo ocorrido com o carro do Germano. Tanto é que, no casamento do Pipoquinha, em Mendes, eu fui quase obrigado a ir em outro carro. E parece que funcionou, porque a viagem de ida e a de volta foi super-tranqüil, sem qualquer incidente!

Daí que o medo passou e, nesse sábado, 19/01, peguei uma carona com o Germano e a Cláudia pra ir na Pavuna, no aniversário do Carlos, outro de nossos amigos do trabalho.

No horário marcado, encontrei o Germano na rua, indo ao Banco do Brasil e o acompanhei. E ficamos lá, mofando por mais de 20 minutos porque, (1) dos 6 caixas eletrônicos, só 3 estavam habilitados para saque, mas somente UM estava operante e, além disso, (2) tinha um velho gordão ocupando o único caixa disponível para saque, sem o mínimo de pressa (e noção)!

Achamos que, por causa desse contratempo, não teríamos mais nenhum problema. E assim foi: a viagem foi tranqüila, as comemorações foram ótimas, a comida estava uma delícia, a diversão foi garantida e, na volta, tudo parecia correr bem. Relaxamos...

... E TOPAMOS COM UM ENGARRAFAMENTO PARTY MONSTER NA AVENIDA BRASIL. Nosso retorno, que deveria durar 40 minutos, levou míseras 3 horas. Tão-somente porque um imbecil fez o favor de dirigir mal o suficiente pra bater num poste a ponto de derrubá-lo e, com isso, estragar uma passarela e fechar o trânsito das DUAS PISTAS PRINCIPAIS da Avenida Brasil. Isso só acontece comigo!

E acho que nunca mais o Germano me deixa entrar no carro dele.
Nem que seja pra me levar ali na esquina...


***

Decidi que já tava na hora de expulsar um pouco o luto desse blog...
Mas que esse mês tá pesando, tá!

sábado, janeiro 12, 2008

INTERMITÊNCIAS DA MORTE



Se o ano começou com alegrias, com a vida chegando através da minha priminha Ana Clara, com quase 10 dias neste momento, a morte já deu seu trágico alô e me tomou hoje, 12/01, uma das amigas mais queridas.

Num país tão cheio de impunidades, de violências, de mau-caratismo, dou adeus ao um dos coraçôes mais puros e gigantes que já conheci. Minha querida amiga Mônica, minha "terezuda", partiu, deixando em nós a lembrança de seu sorriso contagiante e de sua imensa capacidade de amar e fazer o bem. Vou sempre lembrar dela como nessa foto.

Reproduzo aqui o depoimento que deixei pra ela no orkut, por ocasião do seu aniversário:
terezuda, amo-te!
de uma maneira insana, inexplicável!
coisa de pele, de santo.
desde o primeiro momento,
sensação de reconhecimento,
de intimidade, de cumplicidade,
de pertencimento!
se é verdade que não fazemos amigos,
mas sim os reconhecemos,
te disse 'oi' de imediato!
e pra sempre!

É pra sempre, esteja você onde estiver!
(Eu sei que você lia isso aqui... não é porque morreu que vai deixar de ler!)

quinta-feira, janeiro 10, 2008

FELIZ ANO VELHO





É claro que, tendo uma vida como a minha, regida pelos altos e baixos do destino, o ano começou bem e ficou oscilando entre isso e o péssimo.

A virada foi sensacional, com a tradicional festinha de aniversário da Carol, seguida da queima de fogos na praia, em Cabo Frio. Foram 16 minutos de fogos lindos, com um tempo fantástico e um agrtadável clima de galhofa. Depois disso, retornamos à festa da Carol e me esbaldei de cantar as músicas mais toscas do mundo num videokê.

E tudo só parecia melhorar: minha prima teve uma filhinha muito fofa no dia 03, e é a criança mais linda que já vi num pós-parto! E calma!

Além disso, ainda ganhei, com certo atraso, uma série de presentes de Natal, cada um mais legal que o outro!

Mas, como nem tudo são flores, coisas ruins aconteceram. Vou só citar a mais leve: na saída do supermercado, quando fazíamos as compras pra comemoração do aniversário da minha mãe, NÃOUM, MAS DOIS POMBOS CAGARAM EM MIM, AO MESMO TEMPO, EM DOIS LUGARES DIFERENTES DO MEU CORPO. Isso só acontece comigo! E EU ODEIO POMBOS!

O mais chato foi lavar a cabeça no banheiro do supermercado, com um sabão de coco fuleiro...

Aguardem, que vai piorar!

segunda-feira, dezembro 31, 2007

ISARCQUIVOS 2007



O que se pode esperar de um ano quando você passa o réveillon dançando "Tumba-la-catumba", da Vovó Mafalda?





Obviamente, 2007 foi um ano farto de situações inusitadas para este que vos escreve, cheio de histórias pra contar aqui no blog!

(¯'·._.·[ PLANTÃO MÉDICO ]·._.·´¯)





O ano já começou me dando porrada. Tive um problema sério de saúde, foram vários meses de exames, diagnósticos estranhos, tratamentos diversos e, por fim, cirurgia e lenta recuperação! Mas tô vivo, né? E cheio de histórias: tive que tomar banho com algodão molhado no hospital, fiquei dopado com anestesia e tive amnésia (juro, não lembro de muita coisa... e, do que lembro, a memória tá meio confusa), meu organismo expulsou ponto interno da cirurgia. Isso, é claro, sem contar os pequenos piripaques da vida, que envolvem desde pequenas dores até fazer cocô verde!

(¯'·._.·[ VEXAME ]·._.·´¯)



Mas não é só bunda de fora no hospital que eu vivo! Esse ano, completei 30 anos, relembrando uma história antiga, do meu nascimento, e que foi meu primeiro momento isac! É que o vexame toma conta da minha vida! E a idade não tá me fazendo bem: fui procurar meus óculos escuros no consultório médico, mas eles estavam na minha camisa. Também teve a vez que chamei a namorada de um amigo meu pelo nome da ex-namorada dele. Ou ainda quando derramei bebida no vestido da mãe da noiva. E teve uma menina do orkut que me confundiu com um EMO!!
Além disso, coincidências e acidentes acontecem. Como da vez em que minha equipe de trabalho apareceu toda de verde (sem combinação prévia - e sem trocadilhos, por favor)! Ou o amigo que me deixou falando sozinho e pagando mico num espaço público. E o DVD da Wanessa Camargo que eu ganhei? E a lixeira do banheiro, que tem meu nome escrito nela? E quando eu quase perdi uma viagem porque esqueci que estávamos no horário de verão?


(¯'·._.·[ HOW BIZARRE ]·._.·´¯)



O inusitado, é claro, sempre faz parte da minha vida!
Afinal, é meio estranho você acordar na sua casa e achar 4 pés esquerdos de diferentes sandálias, sem achar UM pé direito!! É cada coisa ou pessoa que eu vejo por aí... teve o caso da escada presa numa placa com uma corrente de bicicleta, do moço sentado numa cadeira de praia dentro do vagão do metrô, da moça com a tatuagem do crescente azul na testa, da freirinha com chapéu de praia por cima do véu, do gerente do McDonald's que parece um personagem de quadrinhos, um cantor de barzinho que acha que arrasa no inglês (mas só arrasou a minha noite), uma juíza trabalhando na calçada do fórum, um carro de polícia que não funcionava e teve que ser empurrado, o caso da coleta seletiva que não funciona direito em contraste com a limpeza forçada da Ponte Rio-Niterói. Fora o meu irmão, que resolveu criar uma cobra num aquário (apenas por alguns dias, mas por tempo o suficiente pra me apavorar)...


(¯'·._.·[ PASSEIOS ]·._.·´¯)



Não é só de banheiros convidativos, fazendas de avestruzes e luzes de natal feitas com garrafas pet que se ornamentam minhas viagens. Teve uma moça que me deu uma flor na rodoviária. Mas lugares diferentes, problemas sempre! Tem gente chiliquenta e barraqueira em rodoviária e, num nível menor, teve aquela vez em que não consegui descer na estação certa do metrô... E por pouco não perdi meu vôo de volta pro Rio!
Fiquei preso no elevador junto com a Tati - e era inferno astral dela! Fiquei preso no trânsito porque o carro deu defeito, depois de me perder em Volta Redonda. Acho que esse foi meu primeiro caso de carro que morre por falência múltipla das peças...


(¯'·._.·[ ÁGUA ]·._.·´¯)



Esse composto de hidrogênio e oxigênio marcou meu 2007!
Tanto pela falta, quanto pelo excesso!
Começou com o vídeo da Sheila Mello, hino maior do meu réveillon chuvoso (que tem até comunidade no orkut). Teve desde a falta d'água que me obrigou a tomar banho de caneca até o excesso de chuva que me obrigou a pegar uma carona inesperada. Ou ainda a chuva louca que peguei quando buscava um estágio...


(¯'·._.·[ STRUMMING MY PAIN ]·._.·´¯)




Falando em busca de estágio, na busca por um desses, topei com funkeiros, trens estranhos, pessoas malucas e até comi canjica estragada! Meu maior sofrimento, afora o de saúde, foi o tecnológico. Já estou no terceiro celular, somente esse ano! O primeiro foi-se quando a Vivo - operadora de MERDA, nunca tenham celular de lá, errou nas minhas faturas e, ainda por cima, cortou me serviço! Se foderam com o processo que eu movi! Mas, como nunca posso ficar impune, o destino me tirou o segundo celular, furtado de minha bolsa de praia. Além do celular, perdi um companheiro de quase 5 anos de trabalho: um teco-teco que me disseram que era um computador! Já foi tarde, junto com nosso acesso à internet e com o bom funcionamento com o micro que me emprestaram pra poder trabalhar em paz, que já me fizeram passar por um dia de cão... A cereja do meu bolo foi viajar pra Floripa, depois de anos de planejamento e esquecer de levar sunga e sandálias - e, depois de comprar tudo isso por lá, não fazer UM dia de sol!

Apesar dos pesares, tô aqui: vivo e bem! E é isso que importa: suplantar as adversidades e manter o sorriso no rosto, saber rir de si mesmo, saber extrair lições positivas de tudo aquilo que acontece de negativo. Isso só acontece comigo? Acho que não...

O verdadeiro Ano Novo acontece quando a gente permite que ele seja realmente novo. A palavra réveillon deriva do verbo francês 'réveiller', que significa "despertar".
E que a cada dia de 2008 possamos despertar para a felicidade, mesmo na adversidade!



Como num ciclo, encerro esse ano
com a mesma foto que comecei!

Só esperando a renovação!


FELIZ ANO NOVO!!
E que venha 2008!